Apple TV+ tem séries pós-apocalípticas com DNA em comum

Descubra como Silo e Pluribus, séries da Apple TV+, compartilham temas distópicos, mas Pluribus inova ao desafiar convenções do gênero pós-apocalíptico.

Duas séries de ficção científica pós-apocalípticas da Apple TV+ compartilham semelhanças em suas narrativas distópicas, mas apenas uma delas se destaca por desafiar as convenções do gênero.

O catálogo da Apple TV+ oferece uma variedade de séries de ficção científica, incluindo óperas espaciais e thrillers distópicos. Quando o foco são mundos pós-apocalípticos sombrios e envolventes, duas produções se sobressaem, cativando o público com suas histórias imersivas e personagens relacionáveis.

Uma análise mais atenta revela que essas séries possuem mais em comum do que aparentam. No entanto, uma delas consegue transcender as fórmulas estabelecidas do gênero, prometendo uma experiência única.

Silo e Pluribus: A Mesma Fórmula Distópica

Silo e Pluribus são consideradas duas das maiores séries pós-apocalípticas recentes. Ambas se destacam no catálogo de ficção científica da Apple TV+ como adições distópicas populares.

Superficialmente, as séries apresentam diferenças notáveis. Silo inicia sua narrativa após um evento cataclísmico, focando na sobrevivência humana em um mundo devastado. Já Pluribus retrata os eventos exatos de um apocalipse em seus capítulos iniciais, antes de desenvolver seu drama principal.

Contudo, uma análise mais aprofundada sugere que ambas compartilham a mesma essência. Em ambas as séries, a distopia central oferece uma sensação de conforto aos personagens. Enquanto muitos em Silo buscam segurança no conhecido, os personagens de Pluribus encontram conforto na conexão e na absolvição.

As protagonistas de ambas as séries decidem sair de suas zonas de conforto e se recusam a aceitar cegamente os sistemas que prometem segurança. A busca de Juliette por respostas em Silo a leva a Solo, que a ajuda a desvendar segredos sobre seu mundo. De forma similar, Carol em Pluribus encontra Manousos, que a faz perceber a importância da liberdade e da individualidade sobre a conformidade cega.

Outras semelhanças intrigantes entre as séries da Apple TV+ reforçam como suas fundações narrativas pós-apocalípticas se baseiam em temas de controle e na complexa relação da humanidade com sistemas falhos criados para protegê-la.

Pluribus Inova e se Torna Distinta no Gênero Pós-Apocalíptico

Silo, baseada na trilogia de livros de Hugh Howey, estabeleceu uma identidade forte no gênero de ficção científica. Embora possua elementos distintos, a série não subverte radicalmente as regras do subgênero pós-apocalíptico, lembrando muitas outras produções distópicas e focando em atuações e narrativa de mistério.

O mesmo não se pode dizer de Pluribus, que inverte muitas convenções de forma inteligente.

Diferente de Silo e da maioria das séries pós-apocalípticas, Pluribus apresenta um evento de fim de mundo onde a maioria dos humanos sobrevive. Contudo, o mundo como a protagonista o conhece acaba, pois a maioria das pessoas, infectadas por um estranho “vírus da felicidade”, torna-se emocionalmente uniforme e estranhamente contente.

Como uma das poucas imunes, a protagonista de Pluribus, Carol, recusa-se a aceitar a nova realidade, percebendo a perda de individualidade das pessoas infectadas. Curiosamente, ao contrário da maioria dos heróis pós-apocalípticos, Carol não é uma personagem imediatamente cativante.

Ela é retratada como a pessoa mais infeliz do planeta, lutando para manter sua individualidade enquanto os demais vivem em paz. O espectador questiona se ela está agindo corretamente ao resistir aos infectados.

A capacidade de Pluribus de retratar um tipo distinto de apocalipse e uma protagonista complexa a torna uma adição não convencional ao gênero pós-apocalíptico e ao catálogo de ficção científica da Apple TV.

Fonte: ScreenRant