Roma Elastica traz Marion Cotillard em psicodrama surrealista

O novo longa do diretor Bertrand Mandico explora os excessos da fama e a nostalgia dos anos 80 em uma jornada visualmente impactante e visceral.

Roma Elastica, o mais recente trabalho do cineasta francês Bertrand Mandico, chega aos cinemas como uma homenagem delirante ao cinema de horror e ao estilo estético da década de 1980. O longa-metragem, exibido no Festival de Cannes, mergulha em uma narrativa que mistura metalinguagem, psicodrama e elementos de giallo, consolidando o diretor como um nome central do cinema de vanguarda contemporâneo.

A trama de Roma Elastica

A história acompanha Eddie, uma estrela de cinema interpretada por Marion Cotillard, que enfrenta um diagnóstico de câncer terminal enquanto tenta concluir seu último projeto. Ao chegar em Roma em 1982, a atriz se vê envolvida em uma espiral de eventos bizarros que borram a linha entre a realidade e a ficção. Acompanhada por sua confidente Valentina, vivida por Noémie Merlant, a protagonista transita por cenários que remetem a produções de baixo orçamento e ambientes decadentes.

Estilo visual e referências

O diretor utiliza uma estética carregada de excessos, com figurinos assinados por Pauline Jacquard e cenários de Toma Baqueni que evocam o cinema de gênero clássico. O filme faz referências diretas a obras de diretores como Andrzej Zulawski e Federico Fellini, criando uma atmosfera de sonho febril. A narrativa, que explora a agonia e o êxtase da fama, utiliza efeitos visuais práticos e uma fotografia de alto contraste para capturar a instabilidade mental da personagem central.

Elenco e produção

Além de Marion Cotillard e Noémie Merlant, o elenco conta com nomes como Ornella Muti e Franco Nero. A produção, realizada pela Atelier de Production, mantém o tom transgressor característico de Mandico, conhecido por filmes como The Wild Boys. Com uma duração de uma hora e quarenta e sete minutos, a obra desafia o espectador com uma montagem frenética e uma trilha sonora composta por Pierre Desprats.

Para os entusiastas de produções que fogem do convencional, o filme oferece uma experiência sensorial intensa. Mandico demonstra um compromisso inabalável com sua visão artística, entregando um projeto que, embora polarizador, reafirma sua posição como um dos cineastas mais audaciosos da atualidade.

Fonte: THR