Riot Games nega que sistema Vanguard danifique componentes de PCs

Estúdio esclarece que atualizações de segurança visam apenas bloquear dispositivos de trapaça e não causam danos permanentes ao hardware dos jogadores.

A Riot Games, desenvolvedora responsável por títulos de enorme sucesso global como League of Legends e Valorant, emitiu uma declaração oficial para negar categoricamente que o seu sistema anti-trapaça, o Vanguard, tenha a capacidade de “tijolar” ou danificar permanentemente os computadores dos jogadores. O posicionamento da empresa foi motivado por uma crescente onda de relatos e especulações nas redes sociais, onde usuários alegavam que atualizações recentes do software estariam inutilizando seus dispositivos, gerando um clima de preocupação na comunidade gamer.

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A controvérsia ganhou tração significativa após uma atualização do Vanguard, implementada em 19 de maio, que passou a bloquear dispositivos de acesso direto à memória (DMA) que utilizam firmware SATA ou NVMe. Esses dispositivos são frequentemente associados a métodos sofisticados de trapaça, projetados para contornar as proteções tradicionais de segurança. A situação escalou rapidamente quando a Riot Games publicou, em suas redes sociais, uma imagem de diversos dispositivos de trapaça apreendidos, acompanhada pela legenda irônica: “parabéns aos donos de um peso de papel de 6 mil dólares”. Embora a intenção fosse celebrar o bloqueio de ferramentas ilícitas, a postagem foi interpretada por muitos usuários como uma admissão de que o software estaria, de fato, destruindo o hardware de quem utilizava tais equipamentos.

Esclarecimentos técnicos e a natureza do Vanguard

Em resposta direta à repercussão negativa, a Riot Games utilizou o Twitter para esclarecer que o Vanguard não possui qualquer capacidade de danificar fisicamente o hardware ou desativar dispositivos de forma permanente. O estúdio explicou que a piada sobre o “peso de papel” referia-se estritamente à inutilização de equipamentos de trapaça que deixaram de funcionar dentro do ambiente do Valorant. A desenvolvedora detalhou que as atualizações mais recentes foram desenhadas para reforçar proteções de segurança padrão, como o IOMMU (Input-Output Memory Management Unit), especificamente em contas onde o uso de trapaças baseadas em DMA foi detectado.

Essas camadas de proteção servem para impedir o acesso não autorizado à memória do sistema, uma técnica comum utilizada por trapaceiros para obter vantagens injustas. A Riot enfatizou que essas medidas não causam danos físicos aos componentes. Segundo a empresa, qualquer instabilidade, erro ou aviso de segurança observado pelos usuários é um comportamento esperado e técnico das novas camadas de proteção, e não um dano deliberado causado pelo software. A desenvolvedora reiterou: “Nós não iríamos, e não podemos, impactar a funcionalidade do seu PC de qualquer outra forma”.

Impacto real para jogadores e o debate sobre segurança

A desenvolvedora esclareceu ainda que, caso o usuário opte por desativar a proteção IOMMU, os dispositivos DMA poderiam, teoricamente, voltar a funcionar normalmente fora dos jogos da Riot. Contudo, a ativação do IOMMU permanece como um requisito obrigatório para que o Valorant seja executado, garantindo a integridade da partida. Jogadores que utilizam seus computadores de forma convencional, sem hardware de trapaça, não devem enfrentar qualquer tipo de instabilidade ou falha de hardware relacionada a essa atualização.

Este cenário reacende um debate mais amplo na indústria sobre as medidas cada vez mais agressivas adotadas por estúdios para combater trapaceiros. O Vanguard é amplamente reconhecido como um dos sistemas mais avançados do mercado, e muitos jogadores apoiam a postura firme da empresa. No entanto, a natureza do software, que opera em nível de kernel, levanta preocupações legítimas sobre privacidade e o grau de interação que desenvolvedoras possuem com o hardware dos usuários. Vale notar que este episódio é semelhante a alegações que surgiram em 2024, quando a Riot já havia afirmado ser incapaz de verificar relatos de que o software estaria inutilizando computadores. Apesar das controvérsias, Valorant mantém números expressivos de jogadores desde o seu lançamento em 2020, continuando a receber atualizações sazonais, novos agentes e melhorias constantes em sua infraestrutura de segurança, mantendo uma presença sólida e respeitada no cenário competitivo de esportes eletrônicos.

Fonte: GameRant

Este conteúdo foi produzido pela Redação Máquina Nerd com apoio de inteligência artificial e passa por curadoria editorial.