O Queer East Festival retorna para sua sétima edição, apresentando cinema e artes performáticas em Londres de 1º de maio a 6 de junho. O evento explora a paisagem queer em constante evolução do Leste e Sudeste Asiático.


A abertura será no Barbican com a estreia no Reino Unido da restauração 4K de The Outsiders (1986), adaptação do romance Crystal Boys, dirigido por Yu Kan-Ping. A versão restaurada inclui material previamente censurado, prometendo ser apresentada em sua “total glória alucinatória”.
Destaques da Sétima Edição
- 3670de Park Joon-ho, descrito como um marco no cinema queer sul-coreano.
- A Useful Ghostde Ratchapoom Boonbunchachoke, sátira tailandesa ao establishment.
- Montreal, My Beautifulde Xiaodan He, com Joan Chen em uma jornada de autodescoberta.
- Between Goodbyesde Jota Mun, documentário sobre adoção queer.
- Girlfriendsde Tracy Choi, drama coming-of-age.
- A Good Childde Kuo-Sin Ong, comédia drag de Singapura.
- Open Endingsde Nigel Santos, drama sobre quatro mulheres queer.
- Queer as Punkde Yihwen Chen, documentário sobre uma banda punk na Malásia.
- Johanna d’Arc of Mongolia(1989) de Ulrike Ottinger, um clássico do cinema queer.
- Cactus Pearsde Rohan Kanawade, premiado no Sundance 2025.
Além da programação de filmes, o festival oferece palestras, workshops, apresentações ao vivo e uma festa em 16 de maio. O Queer East Industry Day, em 24 de maio no BFI Southbank, reunirá profissionais para discutir os desafios na produção e exibição de cinema independente queer e asiático.
Yi Wang, diretora de programação do festival, destaca a importância de revisitar o passado para construir o futuro. “Este ano, o programa foca fortemente no patrimônio do cinema queer, apresentando uma série de exibições com cópias em 35mm, restaurações 4K e materiais raros de arquivo”, afirma Wang. Ela ressalta que esses filmes guardam a memória coletiva das comunidades e criam um espaço para diálogos entre o passado queer e o público atual.
Wang também menciona a exibição de filmes em 35mm, como produções japonesas dos anos 50 e 60, que são cruciais para a história do cinema queer japonês. “Esses filmes que as pessoas podem conhecer, mas nunca tiveram a chance de ver na tela grande”, explica. A exibição dessas obras é inspiradora para o público jovem, que pode ver como o cinema queer e a vida queer foram retratados no passado.
O festival desafia a paisagem cinematográfica queer, muitas vezes centrada em homens gays brancos, e inclui filmes que abordam questões sociais atuais, comunidades trans e histórias de cineastas e personagens femininas queer. “As pessoas sempre dizem que é como uma comunidade, que as pessoas se reúnem. E eu realmente quero manter isso como um festival que une as pessoas”, conclui Wang.
Fonte: THR