Peacemaker: apagando ou expandindo o DCEU de Zack Snyder?

A série Peacemaker, derivada do Esquadrão Suicida, trouxe à tona uma questão intrigante para os fãs da DC: a série está apagando o legado do DCEU de Zack Snyder ou abrindo as portas para um multiverso? A resposta, como veremos, é mais complexa do que parece.



James Gunn, o criador da série, tem sido bastante vocal sobre sua visão para o universo da DC, que se distancia, em alguns aspectos, do universo construído por Snyder. No entanto, alguns elementos e personagens aparecem na série, sugerindo uma possível coexistência, ou até mesmo uma forma de reinterpretar o passado.

Por um lado, a série parece ignorar ou contradizer certas escolhas narrativas do universo Snyder, como a maneira como são retratados alguns personagens e o tom geral das histórias. Em contrapartida, alguns elementos visuais, como o visual de alguns personagens, remetem ao trabalho de Snyder, criando um diálogo interessante entre as duas visões do DCEU.
Entretanto, vale a pena considerar a possibilidade da série estar explorando o multiverso. A DC já vinha explorando essa temática em alguns de seus quadrinhos, e Peacemaker poderia ser mais uma porta de entrada para essa linha narrativa. A série possui alguns elementos que reforçam essa possibilidade, como o próprio foco de Peacemaker em sua relação com outros personagens e eventos do DCEU.

A série se relaciona com outros filmes da DC?
Com a introdução do multiverso, a série poderia dar espaço para que outras versões de personagens e até mesmo eventos do universo Snyder existam paralelamente. Essa possibilidade abre uma gama de narrativas e explorações, permitindo que a DC reinterprete, adapte e explore elementos do passado sem precisar negar ou apagar completamente a existência do trabalho de Snyder.
Vale lembrar que a série Peacemaker se conecta diretamente com o filme Esquadrão Suicida. É importante revisitar esse filme para entender melhor o contexto da série e a relação entre ambas as produções. Isso reforça a importância de se considerar Peacemaker como parte integrante do DCEU expandido, e não como algo que está diretamente substituindo ou contradizendo o universo construído por Zack Snyder.

O que esperar do futuro?
As especulações sobre o futuro do DCEU e o papel de Peacemaker nele são intensas. A série, por si só, já apresenta um novo conjunto de possibilidades para o futuro dos filmes e séries da DC. Com a possibilidade de múltiplas realidades, podemos esperar que diversos personagens e eventos, de diferentes períodos e estilos, possam fazer parte desse grande universo.
Para os fãs, a experiência se torna ainda mais rica. A série é um grande convite para repensarmos o conceito de universo compartilhado e como os diferentes trabalhos dentro de uma mesma franquia podem interagir e contribuir para uma narrativa maior. Há diversos elementos que demonstram que a série está atenta à história da DC e aos seus fãs, mesmo que se distancie de algumas escolhas passadas.
O universo DC é vasto e complexo, e explorar as nuances de diferentes narrativas e personagens é uma experiência que se renova constantemente, permitindo aos fãs se manterem engajados com as histórias. A série Peacemaker é um exemplo disso: consegue ser uma obra autônoma, mas que mantém laços com o universo maior.
James Gunn, ao longo das entrevistas, deu pistas sobre suas intenções, mas ainda há um enorme espaço para especulações e debates sobre o futuro da DC. Devemos esperar por mais filmes e séries para entendermos como o universo DC vai evoluir e integrar esses diversos aspectos de sua história. A experiência de assistir à série Peacemaker e discutir sobre a relação dela com o trabalho de Zack Snyder, é uma excelente maneira de celebrar a riqueza e a complexidade do mundo dos super-heróis.