Oscar: As 10 Vitórias Indiscutíveis de Melhor Atriz Coadjuvante

Descubra as 10 atuações de Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar que são consideradas indiscutíveis por sua excelência e impacto no cinema.

A categoria de Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar prova que a estrela do show não é necessariamente a protagonista. Desde sua introdução em 1937, a categoria tem premiado performances memoráveis que, mesmo com menos tempo de tela, deixaram uma marca indelével no cinema.

Com a expansão de papéis para mulheres a partir dos anos 1950, atrizes coadjuvantes ganharam mais destaque. As vencedoras indiscutíveis do Oscar em Melhor Atriz Coadjuvante são inesquecíveis, algumas seguindo para ganhar o prêmio de Melhor Atriz no futuro, enquanto outras conquistaram seu único Oscar nesta categoria.

Da’Vine Joy Randolph – The Holdovers (2023)

Da'Vine Joy Randolph como Mary Lamb em The Holdovers
Da’Vine Joy Randolph como Mary Lamb em The Holdovers.

Em The Holdovers, Da’Vine Joy Randolph entregou uma performance que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Ela interpreta Mary Lamb, a cozinheira chefe de um internato que ainda lida com a perda de seu filho na Guerra do Vietnã. Sua luta adiciona profundidade à jornada do personagem principal.

Randolph equilibra com maestria a comédia sutil do filme com uma dor contida, transmitida por um simples olhar. Ela rouba a cena sem exageros, sendo o coração emocional de The Holdovers, mantendo uma corrente subterrânea de drama que emerge apenas quando não pode mais ser contida.

Allison Janney – Eu, Tonya (2017)

Allison Janney como LaVona Harding em Eu, Tonya
Allison Janney como LaVona Harding em Eu, Tonya.

Allison Janney, já premiada na TV, conquistou seu único Oscar de cinema por Eu, Tonya, interpretando LaVona Harding, a mãe abusiva de Tonya Harding. Em um filme com atuações intensas, Janney encontra camadas em sua personagem.

A vitória de Janney celebrou sua performance marcante e confirmou sua carreira brilhante. Sua interpretação de LaVona foi única e manteve a atuação ancorada na realidade, tornando o prêmio indiscutível.

Mo’Nique – Preciosa (2009)

Mo'Nique como Mary em Preciosa
Mo’Nique como Mary em Preciosa.

A performance de Mo’Nique em Preciosa, onde interpreta a vilã Mary, mãe de Precious, manteve seu poder mesmo com o tempo. Sua atuação é crucial para tornar crível uma personagem tão sombria, sem cair no melodrama exagerado.

Mo’Nique transita entre o sutil e o explosivo, alinhando-se à realidade elevada do filme. Sua Mary existe como a personagem principal a percebe, e a atriz demonstra a dificuldade em interpretar vilões com humanidade. A performance de Mo’Nique é o legado duradouro de Preciosa.

Marisa Tomei – Meu Primo Vinny (1992)

Marisa Tomei como Mona Lisa Vito em Meu Primo Vinny
Marisa Tomei como Mona Lisa Vito em Meu Primo Vinny.

Apesar de comédias não serem o forte do Oscar, Marisa Tomei ganhou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por Meu Primo Vinny, interpretando Mona Lisa Vito. Sua vitória, inicialmente controversa, provou-se correta com o tempo.

Tomei demonstra que a comédia é mais desafiadora que o drama, segurando a cena ao lado de Joe Pesci. Sua performance charmosa e espirituosa tornou o prêmio indiscutível.

Whoopi Goldberg – Ghost: Do Outro Lado da Vida (1990)

Whoopi Goldberg como Oda Mae Brown em Ghost: Do Outro Lado da Vida
Whoopi Goldberg como Oda Mae Brown em Ghost: Do Outro Lado da Vida.

A vitória de Whoopi Goldberg em Ghost: Do Outro Lado da Vida como Oda Mae Brown não só lhe rendeu um Oscar, mas também a ajudou a alcançar o status EGOT (Emmy, Grammy, Oscar e Tony). Ela interpreta uma médium que ganha a habilidade de falar com fantasmas, adicionando humor ao filme.

A vitória de Goldberg se deu pela força de sua personalidade e presença de tela. Oda Mae Brown, interpretada por ela, é fundamental para o sucesso de Ghost.

Jessica Lange – Tootsie (1982)

Jessica Lange como Julie Nichols em Tootsie
Jessica Lange como Julie Nichols em Tootsie.

Em Tootsie, Jessica Lange interpreta Julie Nichols, uma atriz que se torna amiga de Dorothy Michaels (Dustin Hoffman disfarçado). Sua personagem ensina sobre as dificuldades da vida feminina e se torna a mais simpática da trama.

A performance de Lange em Tootsie é considerada seu melhor trabalho. Ela mantém a sátira com camadas de significado, oferecendo uma atuação crua e honesta, um feito notável em uma comédia.

Cloris Leachman – A Última Noite de Boris Hero (1971)

Cloris Leachman como Ruth Popper em A Última Noite de Boris Hero
Cloris Leachman como Ruth Popper em A Última Noite de Boris Hero.

Cloris Leachman conquistou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel como Ruth Popper em A Última Noite de Boris Hero. Sua personagem, uma dona de casa entediada e deprimida, é a mais rica do filme.

Leachman eleva a atuação, tornando a busca por satisfação de Ruth um símbolo da cidade. Sua performance pioneira ajudou a estabelecer a categoria de Melhor Atriz Coadjuvante no início dos anos 1970.

Rita Moreno – Amor, Sublime Amor (1961)

Rita Moreno como Anita em Amor, Sublime Amor
Rita Moreno como Anita em Amor, Sublime Amor.

Rita Moreno interpretou a icônica Anita em Amor, Sublime Amor, conquistando o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Sua performance, especialmente no número musical “America”, foi fundamental para a vitória.

Moreno quebrou barreiras ao ser a primeira mulher hispânica a ganhar um Oscar. Sua atuação poderosa e sua presença de tela inegável tornam seu prêmio indiscutível.

Eva Marie Saint – Sindicato de Ladrões (1954)

Eva Marie Saint como Edie Doyle em Sindicato de Ladrões
Eva Marie Saint como Edie Doyle em Sindicato de Ladrões.

Eva Marie Saint foi uma das primeiras a se beneficiar dos papéis mais complexos para mulheres nos anos 1950, interpretando Edie Doyle em Sindicato de Ladrões. Sua personagem, apesar de modesta, enfrenta uma luta difícil.

A performance de Saint contrasta com a de Marlon Brando. Sua fragilidade esconde uma força sutil, um toque que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Sua atuação em camadas era rara na Era de Ouro de Hollywood.

Kim Hunter – Um Bonde Chamado Desejo (1951)

Kim Hunter como Stella Kowalski em Um Bonde Chamado Desejo
Kim Hunter como Stella Kowalski em Um Bonde Chamado Desejo.

Kim Hunter ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante como Stella Kowalski em Um Bonde Chamado Desejo. Sua interpretação da irmã de Blanche e esposa de Stanley Kowalski é sutilmente difícil, especialmente ao contracenar com Marlon Brando e Vivien Leigh.

Hunter opta por uma atuação contida, mostrando a realidade de uma mulher maltratada. Sua performance é considerada a primeira grande atuação a ganhar o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, tornando sua vitória indiscutível.

Fonte: ScreenRant