A aguardada sequência O Diabo Veste Prada 2 teve um início de carreira cinematográfica deslumbrante, registrando números de bilheteria que não apenas impressionaram, mas que também superaram de forma contundente o desempenho do filme original, lançado há duas décadas. O longa-metragem, distribuído pela 20th Century Studios, chegou aos cinemas na sexta-feira, 1º de maio de 2026, e foi recebido com entusiasmo pelo público, que lotou as salas de exibição logo no primeiro fim de semana.


O diretor David Frankel, responsável por apresentar ao mundo a icônica e implacável Miranda Priestly, interpretada por Meryl Streep, no verão de 2006, estabeleceu um marco cultural com o primeiro filme. Naquela época, a trama focada na jornalista iniciante Andrea “Andy” Sachs, vivida por Anne Hathaway, que se torna a assistente da exigente editora-chefe da revista Runway, tornou-se um sucesso absoluto. Embora o primeiro filme não tenha liderado as paradas de sucesso no momento de seu lançamento, ele conquistou o 14º lugar entre as maiores bilheterias dos Estados Unidos em 2006, segundo dados do Box Office Mojo. No entanto, o verdadeiro triunfo do longa original foi sua longevidade, mantendo-se culturalmente relevante por vinte anos e acumulando uma base de fãs multigeracional massiva.
Essa relevância duradoura pavimentou o caminho para que a sequência atingisse novos patamares de sucesso comercial. Em seu fim de semana de estreia de três dias nos Estados Unidos, O Diabo Veste Prada 2 arrecadou impressionantes 76,7 milhões de dólares, um valor que supera em mais de 49 milhões de dólares a abertura do filme original, que registrou 27,5 milhões de dólares em 2006. Ao analisar os números, a sequência quase triplica o faturamento inicial do antecessor. Mesmo quando ajustamos os valores pela inflação — o que colocaria a estreia do primeiro filme em cerca de 44,8 milhões de dólares —, a nova produção ainda demonstra um desempenho superior, arrecadando quase o dobro do valor ajustado.
Um marco de bilheteria em um cenário em transformação
O sucesso da sequência é ainda mais notável se considerarmos as mudanças drásticas no cenário cinematográfico atual. O filme de 2026 competiu em um mercado marcado pela redução das janelas de exclusividade nos cinemas e pela crescente influência das plataformas de streaming, fatores que, teoricamente, poderiam diminuir o potencial de bilheteria. Apesar disso, o longa garantiu o primeiro lugar nas bilheterias dos Estados Unidos. É importante notar que a sequência contou com uma distribuição mais ampla, estreando em cerca de 4.150 salas, em comparação com as 2.847 salas que exibiram o primeiro filme em 2006.
Os números globais também são expressivos. Após o seu fim de semana de estreia, a produção já acumulou 233,3 milhões de dólares mundialmente. Esse montante já supera todo o faturamento doméstico do filme original em solo americano, que totalizou 124,7 milhões de dólares durante toda a sua exibição. Atualmente, a sequência está a menos de 100 milhões de dólares de ultrapassar o faturamento total mundial do primeiro filme, consolidando-se como um fenômeno comercial.
O futuro da franquia nas telonas
Embora o desempenho inicial de O Diabo Veste Prada 2 seja um triunfo inegável, a indústria cinematográfica permanece atenta para observar se o filme conseguirá manter esse ritmo nas próximas semanas. A competição com o consumo de entretenimento em casa e a natureza volátil das bilheterias modernas são desafios que a produção ainda terá de enfrentar para superar o recorde total de arrecadação do seu predecessor. No entanto, o entusiasmo demonstrado pelo público durante a estreia sugere que a marca continua a ser uma força poderosa, capaz de atrair multidões aos cinemas mesmo após duas décadas de espera. A trajetória de sucesso do novo filme reafirma o impacto duradouro da história de Miranda Priestly e Andy Sachs na cultura popular contemporânea.
Fonte: ScreenRant