A Nintendo enfrenta uma ação coletiva movida por dois consumidores que alegam que a empresa pode se beneficiar indevidamente de reembolsos de tarifas alfandegárias. Os autores da ação afirmam que a Nintendo deveria repassar quaisquer reembolsos recebidos do governo dos EUA aos consumidores.
A ação judicial surge após a Suprema Corte dos EUA ter derrubado as tarifas impostas pela administração Trump sobre bens importados de países como China e Vietnã, onde a Nintendo possui fabricação. Em fevereiro, a Suprema Corte declarou as tarifas inconstitucionais, abrindo caminho para que empresas afetadas reivindiquem mais de US$ 160 bilhões em reembolsos.
Ação Coletiva Contra a Nintendo
Gregory Hoffert, da Califórnia, e Prashant Sharan, de Washington, entraram com a ação no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Ocidental de Washington. Eles argumentam que, como os preços de acessórios do Switch 2 foram aumentados devido às tarifas, a Nintendo teria um ganho injusto com os reembolsos. A ação busca representar todos nos EUA que compraram produtos da Nintendo afetados pelas tarifas, especialmente entre 1º de fevereiro de 2025 e 24 de fevereiro de 2026.
Casos semelhantes foram movidos contra empresas como FedEx e UPS, exigindo que os reembolsos de tarifas sejam repassados aos consumidores. Embora a janela de pré-venda do Switch 2 nos EUA tenha sofrido um pequeno atraso devido às tarifas, a Nintendo optou por aumentar os preços de acessórios como o Pro Controller para compensar.
Situação de Preços do Switch 2
Embora o console Switch 2 esteja atualmente precificado em US$ 449, outros fatores podem forçar a Nintendo a ajustar seus preços. A escassez de DRAM tem elevado os custos de componentes essenciais, levando Sony e Microsoft a aumentarem os preços de seus consoles. O presidente da Nintendo, Shuntaro Furukawa, afirmou que a empresa monitora o impacto da crise de RAM, mas não descartou a possibilidade de um aumento de preço futuro para o Switch 2.