A Netflix oficializou o desenvolvimento de uma nova versão do clássico filme de ação e crime The Getaway, originalmente lançado em 1972. O projeto marca o fortalecimento da parceria entre a gigante do streaming e o diretor Philip Barantini, cineasta que ganhou notoriedade mundial ao comandar a aclamada minissérie Adolescence, produzida pela própria plataforma.



Uma equipe de peso para um clássico
O roteiro desta nova adaptação está sob a responsabilidade de Peter Craig, um nome de prestígio em Hollywood, conhecido por ter escrito o drama policial The Town, dirigido por Ben Affleck, além de ter colaborado em produções de grande escala como The batman e Bad Boys for Life. Craig, que recentemente atuou como produtor na bem-sucedida adaptação Remarkably Bright Creatures para a Netflix, também assumirá a produção do longa ao lado de seu parceiro Bryan Unkeless, operando através da produtora Night Owl Stories.
A estrutura de produção é robusta e conta com nomes estratégicos. Andrew Mittman, da 1.21, foi peça-chave para viabilizar os direitos da obra original, sendo o responsável por levar a proposta a Barantini e Craig. Além dele, o próprio Philip Barantini e sua colaboradora Samantha Beddoe integram a equipe de produção através da banner It’s All Made Up. A lista de produtores executivos é composta por Kai Dolbashian, da 1.21, além de Rey Reyes e Gregory Cohen, da Night Owl.
O legado de The Getaway
O filme original de 1972 é um pilar do cinema de ação, notabilizado pela química entre Steve McQueen e Ali MacGraw. A trama, que se tornou um ícone do gênero, apresenta um ex-presidiário e sua esposa em uma jornada de alta tensão. O assalto a banco, que serve como condição para a liberdade do protagonista, desencadeia uma série de eventos catastróficos, incluindo uma traição fatal que força o casal a fugir através de um Texas sufocante, enquanto são caçados simultaneamente pela polícia, criminosos violentos e antigos parceiros de crime.
A obra original foi escrita por Walter Hill — que mais tarde consolidaria seu nome na história do cinema com clássicos como The Warriors e 48 Hrs — adaptando o romance de 1958 de Jim Thompson. A direção ficou a cargo de Sam Peckinpah, cineasta conhecido por seu estilo visceral e pelo clássico The Wild Bunch. Vale lembrar que o material já passou por uma releitura em 1994, estrelada por Alec Baldwin e Kim Basinger, mas a versão de 1972 permanece como a referência definitiva para o gênero.
A ascensão de Philip Barantini
A trajetória de Philip Barantini é marcada por uma transição bem-sucedida entre diferentes áreas da indústria. Ele iniciou sua carreira como ator, participando de produções de destaque como a minissérie Band of Brothers. Sua transição para a direção ocorreu em 2020 com o longa Villain, mas foi com o drama Boiling Point que ele alcançou o reconhecimento da crítica, especialmente pela inovadora técnica de filmagem em um único plano-sequência. Esse estilo técnico atingiu seu ápice em Adolescence, drama criado em parceria com Stephen Graham, que se tornou um fenômeno de audiência e uma das produções televisivas mais celebradas da última década.
A colaboração entre Barantini e Peter Craig não se limita a este projeto. Ambos estão atualmente envolvidos na produção de Rabbit Rabbit, uma minissérie de suspense sobre reféns que conta com Adam Driver e Regina Hall no elenco, também para a Netflix. Além de The Getaway, a agenda de Barantini, que é representado pelas agências CAA, Untitled, Independent e Johnson Shapiro, inclui a direção de Enola Holmes 3, reforçando sua posição como um dos diretores mais requisitados pela plataforma de streaming no momento.
Embora o anúncio tenha gerado grande expectativa, a Netflix ainda não divulgou detalhes sobre o elenco que dará vida aos novos protagonistas, nem uma previsão oficial para o início das filmagens ou data de lançamento, mantendo o projeto em estágios iniciais de desenvolvimento.
Fontes: THR ScreenRant