Há quase 15 anos, a NBC exibiu um episódio piloto de Mulher-Maravilha, que acabou se tornando uma curiosidade enterrada em arquivos da internet. A produção, estrelada por Adrianne Palicki e com Pedro Pascal no elenco, não foi cancelada, mas simplesmente não avançou além da fase inicial.

Em 2011, a emissora encomendou um piloto para uma série episódica da Mulher-Maravilha, com criação de David E. Kelley. A trama prometia um escopo ambicioso, apresentando Diana como CEO da Themyscira Industries, uma empresa multinacional que lucrava com a imagem da heroína. Paralelamente, ela mantinha uma vida pessoal como Diana Prince.
A série explorava áreas cinzentas da moralidade, com Diana agindo de forma mais próxima a uma justiceira do que a uma heroína tradicional. A influência de Kelley, conhecido por dramas legais, era evidente na mistura de gêneros. Na época, a proposta pode ter parecido arriscada demais para a NBC.
Por que a NBC rejeitou Mulher-Maravilha

A NBC oficialmente rejeitou o piloto em maio de 2011. Reações iniciais foram mistas, com críticas apontando inconsistências tonais. O próprio Kelley admitiu que a série tinha problemas, mas acreditava que poderiam ser corrigidos.
O novo traje da Mulher-Maravilha, com calças azuis e um design mais moderno, gerou controvérsia online. Além disso, o contexto da televisão de super-heróis em 2011 ainda não estava consolidado. O sucesso de séries como as do universo DC só viria anos depois, com o lançamento do universo Arrow.
A série, que misturava sátira corporativa, drama legal e ação de super-heróis, representava um risco para a emissora. Adrianne Palicki comentou que, se a série tivesse sido produzida um ou dois anos depois, provavelmente teria sido aprovada.
Pedro Pascal estava certo: foi uma aposta “muito, muito arriscada”

Na época, Pedro Pascal interpretou Ed Indelicato, um contato policial que trabalhava com a Mulher-Maravilha. Anos depois, ele relembrou a experiência sem arrependimentos, descrevendo a abordagem como “muito, muito arriscada e interessante”.
A adaptação não buscava replicar a série de TV dos anos 70 nem o tom dos filmes futuros com Gal Gadot. Era algo diferente. Se tivesse sido bem-sucedida, poderia ter alterado o rumo da DC na televisão e até mesmo o desenvolvimento do universo cinematográfico.
Fonte: Collider