Mubi garante direitos de Coward para a América do Norte

O novo drama romântico queer do cineasta Lukas Dhont, exibido no Festival de Cannes, consolida a Mubi como distribuidora global da obra.

A Mubi, plataforma global de streaming e distribuidora de cinema, consolidou sua posição como uma das principais forças no mercado cinematográfico atual ao assegurar os direitos de distribuição para a América do Norte do aguardado longa-metragem Coward. O filme, dirigido pelo aclamado cineasta belga Lukas Dhont, teve sua estreia no prestigiado Festival de Cannes, onde se destacou como um dos títulos mais comentados e aguardados de toda a competição oficial. A recepção do público e da crítica foi notável, resultando em uma das ovações de pé mais longas registradas nesta edição do festival, um indicativo claro do impacto emocional e da qualidade artística da produção.

Coward
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Esta aquisição estratégica não apenas amplia o alcance do filme, mas também reforça a ambição da Mubi em curar e distribuir produções de alto prestígio internacional. Antes mesmo do anúncio para o mercado norte-americano, a empresa já havia garantido os direitos de exibição de Coward para uma vasta gama de territórios estratégicos ao redor do globo. O acordo de distribuição abrange o Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Áustria, Itália, Espanha, Turquia, América Latina, Austrália e Nova Zelândia, posicionando a Mubi como o principal veículo de exibição para a obra em escala quase global.

A trajetória ascendente de Lukas Dhont

O novo projeto, Coward, marca o retorno aguardado de Lukas Dhont aos holofotes após o sucesso estrondoso de seu longa-metragem de 2022, Close. O filme anterior, que também contou com a curadoria e distribuição da Mubi em diversos mercados — incluindo Reino Unido, Irlanda, América Latina, Turquia e Índia —, foi amplamente aclamado, culminando em uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional. A trajetória de Dhont no cinema tem sido marcada por um reconhecimento consistente; seu longa de estreia, Girl, lançado em 2018, conquistou o prestigiado prêmio Camera d’Or após sua estreia na mostra Un Certain Regard em Cannes. Posteriormente, Close também fez sua estreia na competição oficial do festival francês, onde foi agraciado com o Grand Prix, solidificando a relação simbiótica e duradoura entre o cineasta belga e o festival.

Contexto histórico e narrativo de Coward

Ambientado no cenário visceral da Primeira Guerra Mundial, Coward oferece uma perspectiva íntima e sensível sobre a experiência humana em tempos de conflito. A trama acompanha Pierre, um soldado recém-chegado ao front que, movido pela juventude e pelo desejo de provar seu valor, enfrenta a dura realidade das trincheiras. Atrás das linhas de combate, ele conhece Francis, um personagem que decide desafiar a desesperança do ambiente ao organizar apresentações teatrais para elevar o moral de seus companheiros de armas. Enquanto a violência e o caos da guerra continuam a cercar o grupo, ambos os homens buscam refúgio e formas de escapar da brutalidade do conflito, ainda que por breves momentos de conexão e arte. O filme é descrito como um drama romântico queer, explorando a vulnerabilidade e o afeto em um contexto de extrema hostilidade.

O elenco de Coward traz uma mistura de novos talentos e atores estabelecidos. O protagonista Pierre é interpretado por Emmanuel Macchia, que faz sua estreia absoluta nas telas com este papel. Ao seu lado, Valentin Campagne, conhecido por seus trabalhos em Colours of Time e Case 137, dá vida ao personagem Francis. A química entre os dois atores é central para a narrativa emocional proposta por Dhont.

Equipe técnica e produção

Um dos pontos fortes de Coward é a reunião de uma equipe técnica de elite que já colaborou com Dhont em seus sucessos anteriores, Girl e Close. O roteiro foi desenvolvido em parceria com Angelo Tijssens, enquanto a produção conta com o trabalho de Michiel Dhont. A estética visual do filme é assinada pelo diretor de fotografia Frank van den Eeden, com design de produção de Eve Martin. A atmosfera sonora e musical, essencial para a imersão na época da Primeira Guerra, fica a cargo do compositor Valentin Hadjadj, com edição de Alain Dessauvage e design de som de Yanna Soentjens. A complexa estrutura de produção envolve uma colaboração internacional entre Reunion, Lumen, Topkapi Films e Versus (Opus), contando ainda com o apoio de entidades como France 2 Cinéma, VTM, RTBF, Proximus, BeTV e Orange. A distribuição nos territórios do Benelux é gerida pela Lumière, enquanto a Diaphana Distribution é responsável pelo lançamento na França. As vendas internacionais estão sob a responsabilidade da The Match Factory.

A presença da Mubi no Festival de Cannes deste ano é notavelmente robusta, com a empresa apresentando uma série de títulos de peso além de Coward. Entre as obras que compõem o catálogo de aquisições da plataforma no festival, destacam-se filmes como Minotaur, Fatherland, Hope e Teenage Sex and Death at Camp Miasma, reafirmando o compromisso da marca em trazer o melhor do cinema autoral para o público global.

Fonte: Variety


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