Monte-Carlo Television Festival reúne astros em fórum de negócios

O Monte-Carlo Television Festival , que inicia suas atividades nesta sexta-feira, confirmou uma programação de peso para o seu segmento dedicado à indústria, o Business Forum. Entre os nomes confirmados para palestras e.

O Monte-Carlo Television Festival, que inicia suas atividades nesta sexta-feira, confirmou uma programação de peso para o seu segmento dedicado à indústria, o Business Forum. Entre os nomes confirmados para palestras e painéis estão os atores Lesley Manville, Aldis Hodge e Kevin McKidd, que trarão suas perspectivas sobre o cenário atual da produção televisiva global. O evento, reconhecido por reunir profissionais de diversas áreas do entretenimento, busca debater os desafios e as inovações que moldam o mercado audiovisual contemporâneo.

A programação de destaque inclui a sessão intitulada “Filmmakers & Friends: Finding Truth & Being Authentic to Their Story”, um painel que contará com a participação do produtor executivo e ator Aldis Hodge, da Hodge Brothers Productions, ao lado do criador e produtor executivo Ben Watkins, da Blue Monday Productions. Eles pretendem compartilhar insights sobre suas trajetórias individuais e como a parceria criativa entre roteiristas, produtores e atores pode elevar a qualidade e o sucesso de uma produção televisiva. O Monte-Carlo Television Festival anuncia indicados ao Golden Nymph como parte de sua celebração anual da excelência na televisão.

Michael Hirst reflete sobre o processo criativo em dramas históricos

Em uma conversa exclusiva intitulada “In Conversation with Michael Hirst”, o renomado roteirista e produtor executivo, conhecido por obras de sucesso como The Tudors e Vikings, fará uma reflexão profunda sobre seu processo criativo. Michael Hirst abordará sua conhecida aversão às salas de roteiro tradicionais e discutirá o apelo duradouro de histórias ambientadas em eras distantes, que continuam a ressoar com o público moderno. A análise de Hirst promete oferecer uma visão rara sobre como manter a autenticidade histórica enquanto se constrói uma narrativa envolvente para a televisão atual.

Além disso, o painel “From Pitch to Premiere: Inside the Television Creative Process” contará novamente com a presença de Michael Hirst, que trocará segredos da indústria com Toma De Matteis, da France.tv Studio, criador da série de sucesso Un Si Grand Soleil. Eles discutirão os bastidores da criação de uma série, desde a concepção da ideia até a estreia. A conversa será enriquecida pela participação de Rola Bauer, produtora com créditos em obras como The Girlfriend, Shadowplay e Pillars of the Earth, que trará a perspectiva de uma executiva de estúdio sobre o desenvolvimento de projetos criativos.

Mulheres na liderança e a transformação do mercado televisivo

O painel “Leading Ladies Changing the Channels” destacará um grupo de mulheres executivas e criativas que estão impulsionando mudanças significativas na televisão. A lista de participantes inclui a atriz e produtora executiva Lesley Manville, que também atua como presidente do júri de ficção do festival, além de Sue Latimer, da ARG Talent Agency, Judy Lung, do Toronto Film Festival, e Cécile Menoni, do próprio Festival de Télévision de Monte-Carlo. O debate focará em como a liderança feminina tem moldado novas narrativas e estruturas de poder dentro da indústria.

A inovação tecnológica e as mudanças nas tendências de consumo também serão temas centrais no painel “Talent, Creators & Agents, Navigating Today’s Television Trends”. O debate contará com a presença de agentes de talentos como Darren Boghosian, da UCLA, Barry Buren, da CAA, Roger Charteris, da The Partnership Group, e o ator e diretor Kevin McKidd, da Ferryman Films, que também integra o júri de ficção. Eles discutirão como estão se adaptando a um cenário impulsionado pela inovação, equilibrando oportunidades de mercado com a proteção dos talentos e a responsabilidade ética na adoção de novas ferramentas.

O impacto da inteligência artificial e a narrativa digital

O festival dedicará um espaço importante para discutir o papel da inteligência artificial na indústria. No painel “AI in the Documentary Room: From Theory to the Edit Suite”, especialistas como Tom Jennings, da 1895 Films, Gisella Marengo, da GM Productions, e o presidente do júri de documentários e notícias, Joshua Seftel, da Smartypants, debaterão como a IA tem sido utilizada na prática. Moderado por Remi Tereszkiewicz, da BetaSeries, o painel explorará como o gênero documental, que inicialmente parecia resistente à tecnologia, tornou-se um campo de testes maduro para a inteligência artificial.

Em outra frente, o painel “Instinct vs Algorithm: What 30 Years of Greenlights Can Teach us About Storytelling in the Age of the Feed” trará uma conversa com Susanne Daniels, ex-chefe de conteúdo original do YouTube e presidente do júri digital. Ela compartilhará sua experiência na definição da cultura jovem, desde o trabalho em redes como The WB e MTV até a experimentação com conteúdo digital premium no YouTube Originals. Ao lado de Luke Hyams, pioneiro em narrativa digital, ela explorará as mudanças fundamentais na forma como as histórias são contadas na era dos algoritmos e das plataformas de streaming.

Desafios regulatórios e o futuro do Pitch Contest

O painel “Controlling the Narrative: Broadcasters & Producers Navigating the Regulatory Landscape” abordará a crescente pressão governamental sobre o conteúdo televisivo. O debate, liderado por Graham Benson, da GCB Consultants, contará com a participação de Vance Van Pettten, ex-diretor executivo da PGA, e Will Hanrahan, da FirstLookTV. Eles discutirão como notícias, entretenimento e dramas estão sendo influenciados por governos ao redor do mundo, que buscam alinhar a produção de emissoras públicas e privadas a agendas específicas.

Para encerrar o Business Forum, o festival apresentará a segunda temporada do Pitch Contest, intitulado “Tell Me a Story”, em colaboração com Tom Jennings. O concurso tem como objetivo descobrir ideias de histórias factuais de uma nova geração de criadores. Os finalistas selecionados terão a oportunidade de apresentar seus projetos diante de um júri internacional composto por executivos influentes da televisão e do entretenimento, consolidando o evento como um ponto de encontro vital para o desenvolvimento de novos talentos e projetos globais. Assim como o Tribeca Festival 2026 premia Cotton Fever e Labrador em Nova York, o evento em Monte-Carlo reforça a importância de festivais na descoberta de narrativas inovadoras.

O papel estratégico do Monte-Carlo Television Festival no mercado global

O Monte-Carlo Television Festival, fundado em 1961 pelo Príncipe Rainier III de Mônaco, consolidou-se ao longo das décadas como um dos eventos mais prestigiados do calendário audiovisual mundial. Diferente de festivais focados exclusivamente em premiações, o evento atua como uma ponte vital entre a criatividade artística e a viabilidade comercial. A inclusão do Business Forum na programação reflete uma mudança estratégica: a necessidade de discutir a sustentabilidade econômica em um mercado fragmentado pelo streaming e pela ascensão de novas tecnologias. Para o mercado brasileiro, que tem visto uma crescente exportação de talentos e coproduções internacionais, observar as dinâmicas de Monte-Carlo oferece um termômetro sobre quais tipos de narrativas estão atraindo o interesse de grandes estúdios e plataformas globais.

A evolução das coproduções e o intercâmbio cultural

A presença de figuras como Rola Bauer e Michael Hirst não é casual. O festival tem se tornado um hub para a formação de parcerias transatlânticas. Em um cenário onde produções locais buscam escala internacional, o modelo de negócio debatido em Mônaco serve como referência para produtores independentes. A discussão sobre o processo criativo, desde o pitch até a tela, destaca como a autenticidade cultural — elemento central nas obras de Hirst — pode ser preservada mesmo sob a pressão de orçamentos globais. Para o público e profissionais do Brasil, isso reforça a importância de manter a identidade narrativa local enquanto se navega pelas exigências técnicas e estruturais dos grandes players do mercado europeu e norte-americano.

Onde assistir e a relevância da premiação

Embora o Business Forum seja um evento de acesso restrito a profissionais credenciados, o impacto das decisões tomadas em Mônaco reverbera diretamente no catálogo das plataformas de streaming disponíveis no Brasil, como Netflix, Prime Video e Max. As séries premiadas com a Golden Nymph, o troféu oficial do festival, frequentemente ganham maior visibilidade internacional, facilitando sua aquisição por distribuidoras brasileiras. O festival não apenas premia, mas valida tendências que definem o que o espectador brasileiro consumirá nos meses seguintes. Acompanhar os vencedores e os debates técnicos é, portanto, uma forma de antecipar as próximas grandes apostas da televisão mundial.

Responsabilidade ética e o futuro da narrativa

Um dos pontos mais críticos discutidos nesta edição é a intersecção entre a inteligência artificial e a ética na produção de conteúdo. O painel sobre IA em documentários sinaliza uma preocupação crescente com a integridade da informação. Para o mercado brasileiro, que possui uma tradição documental robusta e premiada, a adoção dessas ferramentas exige um equilíbrio delicado entre eficiência técnica e a preservação da verdade factual. A participação de especialistas como Joshua Seftel e Tom Jennings sublinha que, independentemente da tecnologia, o cerne da televisão continua sendo a capacidade humana de contar histórias que conectem audiências diversas, um princípio que o festival defende desde a sua criação.

Fonte: Variety

Este conteúdo foi produzido pela Redação Máquina Nerd com apoio de inteligência artificial e passa por curadoria editorial.