Filmes de terror existem desde os primórdios do cinema, e alguns dos monstros mais icônicos foram reinventados ao longo dos anos. Em 2026, o clássico A Noiva de Frankenstein, dos Universal Monsters, ganhou um visual totalmente novo.
Criatura do Pântano – A Forma da Água

Guillermo del Toro recriou monstros clássicos do terror mais de uma vez. Em 2017, ele reimaginou a criatura de O Monstro da Lagoa Negra em seu filme de fantasia sombria A Forma da Água, que, assim como o original, foi uma história de amor distorcida.
Na trama, o anfíbio humanoide foi capturado pelo governo dos EUA e mantido em um laboratório. Uma mulher que trabalha no local se apaixona pelo monstro e o ajuda a escapar. O filme foi aclamado, recebendo 14 indicações ao Oscar e vencendo Melhor Filme e Melhor Diretor.
O Lobisomem – Um Lobisomem Americano em Londres

O Lobisomem foi um dos melhores filmes da Universal Horror, rivalizando com os filmes de Frankenstein e Drácula. No entanto, poucos filmes de lobisomem foram bem-sucedidos em adaptar o monstro adequadamente.
A melhor adaptação veio com Um Lobisomem Americano em Londres, de John Landis. O filme transformou o lobisomem em um personagem trágico, misturando comédia sombria e uma das melhores cenas de transformação já filmadas, rivalizando com o original da Universal.
Frankenstein – Frankenstein de Guillermo Del Toro

Vários filmes de Frankenstein foram feitos ao longo dos anos. A Hammer Films reimaginou o personagem de maneiras interessantes, e houve até um filme com Robert De Niro. No entanto, Guillermo del Toro dirigiu a melhor versão moderna do monstro.
Em Frankenstein de Guillermo del Toro, a Criatura é a parte mais interessante, com o Dr. Frankenstein atuando como vilão. Jacob Elordi foi magnífico como a Criatura, apresentando-a como contemplativa, inteligente e buscando vingança por ter sido abandonada por seu criador.
O Homem Invisível – O Homem Invisível

O Homem Invisível foi um dos primeiros monstros da Universal Horror. Diferente de outros monstros, que eram trágicos ou romances góticos, o Homem Invisível era um assassino genuíno.
O filme de 2020, dirigido por Leigh Whannell, reimaginou o personagem como um gênio científico abusivo que usa a invisibilidade para atormentar sua ex-namorada. A adição do aspecto de cientista louco com a temática do movimento MeToo resultou em um reboot convincente.
A Múmia – A Múmia

A Múmia, de 1999, transformou o clássico filme de terror em uma grande aventura. A versão com Brendan Fraser misturou o monstro original da Universal com a aventura de Indiana Jones, resultando em um grande divertimento.
Embora contivesse cenas de terror, o filme se destacou como uma aventura com um monstro em sua base, tornando-o mais emocionante do que nunca.
A Noiva – A Noiva!

A Noiva! é uma reimagininação polarizadora, mas brilhante, da clássica história de A Noiva de Frankenstein. O filme de 2025, dirigido por Maggie Gyllenhaal, representa a raiva das mulheres usadas e abusadas.
Nesta versão, a Noiva e Frankenstein se tornam um casal fora da lei, e o filme mostra a personagem lutando por seus direitos como mulher.
Drácula – Drácula de Bram Stoker

Em 1992, Francis Ford Coppola reimaginou Drácula, aproximando-se mais do romance de Bram Stoker. Coppola apresentou Drácula como um vampiro antigo que se rejuvenesce ao se alimentar, criando uma história de amor gótica.
A performance de Gary Oldman como Conde Drácula foi magistral, e Anthony Hopkins se destacou como Van Helsing. Apesar de algumas falhas, como a atuação de Keanu Reeves, a interpretação de Oldman é considerada uma das melhores desde Bela Lugosi.
A Mosca – A Mosca

Entre o final dos anos 1970 e meados dos anos 1980, uma série de remakes de filmes de terror surgiram, sendo frequentemente considerados melhores que os originais. Isso começou com Os Invasores de Corpos e continuou com O Enigma de Outro Mundo, A Bolha Assassina e A Mosca.
A versão de David Cronenberg de A Mosca foi aterrorizante em todos os níveis. Jeff Goldblum interpretou Seth Brundle, um cientista que se transforma em um híbrido humano-mosca após um erro em seu dispositivo de teletransporte. A deterioração de seu corpo durante a metamorfose foi grotesca e superior às produções de terror da época.
Godzilla – Godzilla Minus One

Godzilla, lançado em 1954, foi um filme japonês que expressou o medo do impacto da bomba atômica. O monstro emergiu do oceano e destruiu tudo em seu caminho, eventualmente se tornando um herói relutante.
As refilmagens americanas foram desastrosas nos anos 1990 e comerciais nos anos 2010, transformando Godzilla em um espetáculo de grande orçamento. Godzilla Minus One, novamente nas mãos de cineastas japoneses, trouxe de volta o terror do monstro.
Este Godzilla foi aterrorizante e representou o que o monstro deveria ser. Foi superior aos filmes americanos e até mesmo ao original, graças aos efeitos e à capacidade de mostrar o terror e as baixas humanas, sendo considerado o melhor filme de Godzilla já feito.
Nosferatu – Nosferatu

Nosferatu, lançado em 1922, foi uma adaptação não autorizada de Drácula. Apesar de uma ordem judicial para destruí-lo, o filme sobreviveu.
A reimaginação de 2024 por Robert Eggers manteve uma linha narrativa semelhante, mas retratou Orlok como um homem maior e mais dominante, capaz de viajar pelas sombras, tornando-o ainda mais ameaçador. A cinematografia foi deslumbrante, atualizando o horror para uma nova geração.
Fonte: ScreenRant