A antologia Monster, produzida por Ryan Murphy para a Netflix, prepara sua quarta temporada com uma abordagem inédita ao explorar o caso de Lizzie Borden. Diferente das edições anteriores, que focaram em assassinos confessos ou condenados, a nova trama mergulha em um mistério histórico onde a culpabilidade da protagonista permanece um debate entre historiadores e o público.


O que você precisa saber
- Ella Beattyfoi escalada para interpretar Lizzie Borden, a mulher acusada de um duplo assassinato em 1892.
- Sarah Paulsonestá em negociações finais para viver a serial killerAileen Wuornosna mesma temporada.
- Charlie Hunnam, que interpretouEd Geinna terceira temporada, retorna ao elenco para viver o pai de Lizzie.
A série Monster consolidou-se como um sucesso comercial na Netflix, apesar das críticas constantes sobre as liberdades criativas tomadas por Ryan Murphy. Enquanto produções como The Jeffrey Dahmer Story e The Lyle and Erik Menendez Story focaram em figuras amplamente documentadas, a temporada sobre Lizzie Borden apresenta um desafio narrativo distinto. Borden foi absolvida das acusações de matar seu pai e sua madrasta com um machado, em um julgamento marcado por estereótipos de gênero da época.

A inclusão de Aileen Wuornos na trama levanta questões sobre como o showrunner conectará duas figuras que viveram em épocas distintas. A produção busca manter o estilo visual característico de Murphy, que já demonstrou habilidade em transformar casos criminais em fenômenos de audiência, mesmo sob controvérsia. Para quem aprecia narrativas de suspense e dramas criminais, o catálogo de produções do gênero continua a crescer, incluindo obras como dramas criminais intensos que exploram a psique humana.
O caso de Lizzie Borden é considerado por muitos como mais perturbador devido à incerteza jurídica que o cerca. Ao contrário de Ed Gein ou Jeffrey Dahmer, a ausência de uma arma do crime e a absolvição de Borden permitem que a série explore a ambiguidade moral. A expectativa é que a quarta temporada de Monster utilize essa lacuna histórica para construir uma narrativa que questione a percepção pública sobre justiça e culpa.
Fonte: ScreenRant