O estúdio MindsEye, responsável pelo desenvolvimento de Build A Rocket Boy, enfrenta uma nova ação legal. Funcionários acusam o estúdio de instalar secretamente o software de monitoramento Teramind em seus dispositivos pessoais, utilizados em casa. A prática é apontada como uma violação das leis de proteção de dados e da dignidade dos trabalhadores.





Estúdio é alvo de processo por uso de software de monitoramento invasivo
A ação judicial é liderada por funcionários do estúdio, em colaboração com o sindicato IWGB Game Workers Union. Esta é a segunda ação movida pelos trabalhadores, sendo a primeira relacionada às demissões ocorridas após o fracasso de um projeto anterior do estúdio.
O uso do Teramind veio à tona após funcionários notarem lentidão em seus dispositivos. Em uma videoconferência, o co-CEO Mark Gerhard admitiu o uso do software, justificando que a maioria dos funcionários é confiável, mas que o problema reside em uma pequena porcentagem.
O sindicato IWGB afirma que o uso do Teramind equivale a gravar indivíduos em suas casas sem consentimento.
Cultura tóxica e desconfiança no ambiente de trabalho
Chris Wilson, animador-chefe de cinemática no MindsEye, descreveu a cultura do estúdio como tóxica, marcada por segredo e microgerenciamento. Embora o estúdio tenha concordado em remover o Teramind dos dispositivos, Wilson questiona as ações da empresa e acredita que o software foi uma consequência da desconfiança sobre os funcionários, gerando um clima de apreensão que prejudica a produção de jogos.
Spring McParlin Jones, presidente do ramo de trabalhadores da IWGB, elogiou a postura dos funcionários que se uniram para exigir responsabilidade do estúdio e a remoção do software.
Novos desafios para o estúdio
Recentemente, o MindsEye encerrou sua parceria com a IOI Partners, assumindo a publicação de seus próprios jogos. Gerhard também concedeu uma entrevista peculiar, sugerindo que o suposto “sabotagem” contra o estúdio poderia levar a prisões.



Fonte: Thegamer