O público em geral demonstra gostar do filme Michael, mas um importante diretor critica a recepção esmagadoramente positiva. A cinebiografia de Michael Jackson acumula uma pontuação de 97% de audiência no Rotten Tomatoes e teve um desempenho dominante nas bilheterias, com uma arrecadação aproximada de US$ 100 milhões em seu fim de semana de estreia nos Estados Unidos e mais de US$ 200 milhões globalmente.
O que você precisa saber
- O filmeMichaeltem uma pontuação de audiência de 97% no Rotten Tomatoes.
- A cinebiografia arrecadou cerca de US$ 100 milhões em seu fim de semana de estreia nos EUA.
- O diretor Dan Reed, deLeaving Neverland, criticou a forma como o filme aborda as acusações contra Jackson.
Críticas à abordagem do filme
Apesar do sucesso, Michael tem sido alvo de controvérsia, com muitos críticos questionando a omissão das alegações contra o astro pop. O documentário Leaving Neverland, de 2019, detalhou as acusações de abuso sexual feitas por Wade Robson e James Safechuck contra Jackson quando eram crianças.
Em entrevista ao The Hollywood Reporter, o diretor Dan Reed expressou sua perplexidade com o sucesso do filme entre o público, considerando as controvérsias. Ele também comentou a declaração do diretor de Michael, Antoine Fuqua, sobre pessoas que fazem “coisas desagradáveis por dinheiro”. Reed rebateu, afirmando que todos os envolvidos no filme estão lucrando, enquanto Robson e Safechuck não teriam recebido um centavo por suas acusações.
A questão do dinheiro e das acusações
Reed esclareceu que o valor de US$ 400 milhões, supostamente buscado por Robson e Safechuck, é uma quantia especulativa e que eles ainda não receberam dinheiro algum. Ele também admitiu não saber a reação deles ao filme, mas imagina que não estejam “particularmente satisfeitos”.
O diretor observou que, após o lançamento de Leaving Neverland, houve um aumento no streaming da música de Jackson e o lançamento do musical MJ. Para Reed, isso demonstra que a maioria do público “não se importa que [Michael Jackson] tenha sido um abusador de crianças” e prefere desfrutar de sua música sem confrontar as alegações.
Reed acredita que a imprensa tem sido excessivamente favorável à “máquina Jackson” devido ao medo de retaliação da família e da base de fãs, além do potencial financeiro de se associar à propriedade intelectual de Jackson. Ele argumenta que, embora Jackson possa ter sido um grande artista, isso não anula o fato de que ele era um homem “muito desagradável” que prejudicou muitas crianças. A riqueza e os recursos legais de Jackson, segundo Reed, permitiram que ele “se safasse”.
Contraste entre crítica e público
A crítica especializada reflete o ceticismo de Reed, com o filme recebendo uma pontuação de 38% no Tomatometer, em forte contraste com a aprovação do público. Críticos apontam a natureza problemática da recusa do filme em abordar as alegações, mesmo em seu desfecho. Uma versão inicial do filme incluía uma cena de uma batida policial na mansão Neverland de Jackson em 1993, após alegações de abuso contra Jordan Chandler, mas foi cortada devido a um acordo legal.
O papel de Michael Jackson é interpretado por seu sobrinho, Jaafar Jackson. Ele expressou abertura para reprisar o papel em uma sequência de Michael, e o produtor Graham King confirmou que ideias para uma continuação estão sendo consideradas, embora nada seja oficial. Uma potencial sequência enfrentaria o mesmo desafio de abordar as acusações contra Jackson, reforçando as preocupações levantadas por Reed.
Fonte: ScreenRant