A atriz Meryl Streep revelou que dobrou o valor de seu cachê ao ser escalada para o icônico papel de Miranda Priestly no filme O Diabo Veste Prada, lançado em 2006.
Em entrevista recente, Streep contou que, após ler o roteiro, fez uma contraproposta salarial que foi prontamente aceita. A atriz, que tinha entre 50 e 60 anos na época, sentiu que era o momento de entender seu valor e que o estúdio precisava dela para o sucesso do filme.
O Diabo Veste Prada 2 ganha detalhes
A conversa sobre uma sequência de O Diabo Veste Prada começou em 2009, mas os atores e a equipe esperaram por uma ideia que fizesse sentido. A nova trama, que chega aos cinemas 20 anos após o original, aborda as mudanças na indústria do jornalismo e da moda com o avanço da inteligência artificial e da tecnologia.
Anne Hathaway, que retorna como Andrea Sachs, destacou que o roteiro de Aline Brosh McKenna encontrou um novo propósito para a continuação, indo além da nostalgia. McKenna descreveu a Andy atual como alguém que, apesar dos anos, não perdeu sua essência e inteligência.
Novas realidades e desafios
Stanley Tucci, intérprete de Nigel Kipling, comentou que todos os personagens tiveram que se adaptar à nova realidade do mercado, buscando sobreviver e manter seus princípios. Streep complementou que as adaptações envolvem compromissos, mas que o resultado final é triunfante.
Hathaway explicou que Andy não se tornou cínica, mantendo sua visão positiva, mesmo que sua jornada não tenha sido de sucesso material fácil. Ela busca agora mais estabilidade.
Abordagens distintas no set
Meryl Streep mencionou que, desta vez, pôde interagir mais com o elenco, diferentemente do primeiro filme, onde manteve distância para construir a aura de mistério de Miranda. Na sequência, a personagem aparece mais “desconcertada”.
Emily Blunt, que vive Emily Charlton, afirmou que sua personagem não se suavizou com o tempo e que ela se diverte interpretando alguém em constante estado de indignação, agora como executiva da Dior.
Streep expressou surpresa com o contínuo amor do público pela franquia, considerando a experiência gratificante e, ao mesmo tempo, misteriosa.

Fonte: THR