Melhores filmes de animação de cada ano da década de 2010

De Como Treinar o Seu Dragão a Klaus, relembramos as animações que definiram a década de 2010 com inovação visual e narrativas inesquecíveis.

A década de 2010 representou um período de transformação e excelência para o gênero das animações. Com avanços tecnológicos significativos, os estúdios conseguiram elevar o nível visual das produções, permitindo a exploração de narrativas mais expansivas e complexas. Além da evolução técnica, a diversidade de estúdios, incluindo gigantes como Walt Disney Animation Studios, Pixar, Studio Ghibli e DreamWorks, além da ascensão da Sony Pictures Animation e da Illumination, garantiu uma oferta vasta de histórias que transitaram por gêneros como ficção científica, fantasia, faroeste e super-heróis.

Escolher o melhor filme de cada ano é um desafio, dada a qualidade constante entregue ao público. Abaixo, analisamos os destaques que definiram o cenário da animação entre 2010 e 2019, consolidando-se como marcos culturais e técnicos.

2010: Como Treinar o Seu Dragão

O ano de 2010 foi marcado pelo início de uma das franquias mais bem-sucedidas da DreamWorks. Como Treinar o Seu Dragão, baseado na obra literária de 2003, apresentou a história de Hiccup, um jovem viking que desafia as tradições de seu povo ao formar um vínculo inquebrável com um dragão. O filme se destaca por seus personagens bem desenvolvidos, uma trilha sonora épica e uma mensagem poderosa sobre superar preconceitos, tornando-se um clássico moderno do gênero.

2011: Rango

Em um ano com poucas animações de grande impacto, Rango surgiu como uma proposta singular. Dirigido por Gore Verbinski, o filme é um faroeste animado que acompanha um camaleão antropomórfico que se torna xerife na cidade de Dirt. Com um estilo visual distinto e uma escala narrativa ambiciosa, a obra conquistou o Oscar de Melhor Animação, provando que produções fora do padrão dos grandes estúdios podem alcançar o topo da crítica.

2012: Detona Ralph

A Walt Disney Animation Studios buscou inovar com Detona Ralph, afastando-se dos contos de fadas tradicionais para explorar o universo dos videogames. O protagonista, um vilão de jogo que deseja ser herói, embarca em uma jornada que o leva a conhecer Vanellope, uma jovem princesa de um jogo de corrida. A amizade entre os dois é um dos pontos altos da produção, que equilibra nostalgia e uma narrativa emocionalmente envolvente.

2013: Batman: O Cavaleiro das Trevas – Parte 2

Embora Frozen tenha dominado as bilheterias em 2013, Batman: O Cavaleiro das Trevas – Parte 2 se destaca como uma adaptação excepcional de graphic novel. A conclusão da história do Batman veterano enfrentando o Coringa é considerada por muitos como a melhor animação já produzida pela DC. A maturidade do roteiro e a fidelidade ao material original garantem que o filme permaneça relevante e impactante até hoje.

2014: Operação Big Hero

Operação Big Hero marcou um momento interessante na história da Disney ao adaptar um quadrinho da Marvel. A trama segue Hiro Hamada, um prodígio da robótica que, ao lado do robô de saúde Baymax, forma uma equipe de super-heróis. O filme combina ação frenética com uma carga emocional profunda, centrada na perda e no luto, elementos que elevam a obra acima da média das produções de super-heróis convencionais.

2015: Divertida Mente

Após um período de oscilação, a Pixar retornou ao topo com Divertida Mente. O filme explora a mente de uma jovem através de cinco emoções personificadas que controlam suas ações. Com um elenco de vozes impecável e um conceito criativo brilhante, a produção venceu o Oscar de Melhor Animação, consolidando-se como uma das obras mais inteligentes e sensíveis do estúdio, capaz de dialogar com crianças e adultos sobre a complexidade dos sentimentos.

2016: Your Name

O diretor Makoto Shinkai entregou em Your Name uma das animações mais belas e criativas da década. A história de dois adolescentes que trocam de corpos inesperadamente evolui de uma comédia para um drama de ficção científica e romance com toques de desastre. A maestria técnica e a narrativa única fazem deste filme um marco do cinema japonês contemporâneo, destacando-se pela estética visual deslumbrante e pela profundidade emocional.

2017: Viva – A Vida é uma Festa

A Pixar reafirmou seu domínio com Viva – A Vida é uma Festa, uma celebração da cultura mexicana através da história de Miguel, um menino que sonha em ser músico apesar da proibição de sua família. A jornada pelo Mundo dos Mortos é visualmente rica e emocionalmente potente, culminando em uma trilha sonora premiada. O filme é um exemplo de como equilibrar elementos fantásticos com temas universais como família e memória.

2018: Homem-Aranha no Aranhaverso

Homem-Aranha no Aranhaverso, da Sony Pictures Animation, revolucionou a estética das animações modernas. Ao apresentar Miles Morales como o protagonista em uma trama multiversal, o filme utiliza diferentes estilos artísticos para cada dimensão, criando uma experiência visual sem precedentes. A trilha sonora e o roteiro ágil garantiram ao longa o Oscar de Melhor Animação, sendo amplamente reconhecido como uma das melhores produções baseadas em quadrinhos já feitas.

2019: Klaus

Encerrando a década, Klaus, uma produção original da Netflix, destacou-se em um ano competitivo. O filme oferece uma nova origem para o Papai Noel, focando em um carteiro enviado a uma cidade isolada onde conhece um fabricante de brinquedos recluso. A animação tradicional, aliada a uma narrativa tocante e visualmente rica, provou que o formato clássico ainda possui um lugar de destaque na indústria, sendo uma joia escondida que conquistou público e crítica.

A década de 2010 provou que a animação não é apenas um gênero voltado para o público infantil, mas uma forma de arte capaz de abordar temas profundos, inovar esteticamente e criar franquias duradouras. Seja através da exploração de universos digitais, adaptações de quadrinhos ou histórias originais sobre a condição humana, esses filmes definiram um padrão de excelência que continua a influenciar as produções atuais. Enquanto o mercado de streaming se expande, a expectativa é que a diversidade de estilos e vozes criativas continue a crescer, garantindo que o futuro das animações seja tão vibrante quanto o passado recente.

É importante notar que, embora a lista foque nos destaques anuais, a década também foi palco de debates sobre a transição entre animação tradicional e computação gráfica. O sucesso de produções como Klaus demonstra que o público valoriza a técnica manual quando aplicada com propósito narrativo. Da mesma forma, o impacto de Homem-Aranha no Aranhaverso forçou estúdios a repensarem a estética de seus projetos, buscando identidades visuais mais marcantes. A evolução constante do gênero garante que, independentemente da plataforma, as histórias animadas permaneçam como um pilar fundamental da cultura pop global.

Fonte: ScreenRant