A série Matlock, produção de sucesso da CBS, está novamente sob os holofotes devido a uma grave controvérsia nos bastidores. O roteirista John Lowe entrou com uma ação judicial contra a emissora, alegando a existência de um ambiente de trabalho hostil, marcado por condutas discriminatórias e assédio. Este novo capítulo de tensões na produção surge em um momento em que a série tenta consolidar seu prestígio após uma recepção crítica positiva desde sua estreia em 2024.
O processo movido por Lowe aponta diretamente para a showrunner Jennie Snyder Urman e os produtores executivos Nicki Renna e Jeffrey Lieber. Segundo a denúncia, o ambiente de trabalho teria sido permeado por comentários de cunho sexual e racial, tendo como alvos principais atores e membros da equipe de produção negros. O roteirista descreve a experiência no ambiente de escrita como algo vicioso, onde profissionais negros são frequentemente tratados como ameaças ou tratados de forma condescendente, como se fossem animais de estimação.
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Acusações de discriminação e abuso de poder
Entre os relatos detalhados na ação judicial, Lowe afirma que foi forçado a cuidar do animal de estimação de Urman por quase um ano, sob a justificativa de que, enquanto mantivesse o cão, ele teria seu lugar garantido na equipe. O roteirista classificou a imposição como um exercício abusivo de poder hierárquico. Além disso, o processo cita que o ator Eme Ikwuakor, intérprete de Elijah, foi alvo de comentários depreciativos por parte de Renna, que teria questionado a capacidade de leitura do artista.
A situação teria se agravado em 2025, quando, segundo o autor da ação, Urman utilizou um termo racialmente ofensivo para se referir ao feriado de Juneteenth. Lowe alega que, após reportar o incidente internamente, acabou perdendo seu emprego na produção. O advogado do roteirista, Ron Zambrano, declarou que não há justificativa para o racismo e o assédio relatados, enfatizando que a CBS deveria se envergonhar por permitir que tais comportamentos ocorressem sob sua supervisão.
Resposta da CBS e histórico de problemas

Em comunicado oficial, a CBS Studios negou as acusações e afirmou estar comprometida em manter um ambiente de trabalho seguro e respeitoso. A empresa declarou que realizou uma investigação interna rigorosa sobre as denúncias e não encontrou suporte para as alegações apresentadas por Lowe. A emissora reforçou que pretende se defender vigorosamente no tribunal. Vale lembrar que a CBS já esteve envolvida em outras disputas judiciais, como em casos envolvendo Stephen Colbert, que geraram repercussão sobre a conduta da rede em seus programas.
Este não é o primeiro escândalo a atingir o set de Matlock. No ano anterior, a produção passou por uma crise após a demissão do ator David Del Rio, acusado de agressão sexual pela colega de elenco Leah Lewis. Embora o ator conteste a decisão por meio de uma arbitragem, o caso gerou instabilidade na equipe. A série, que é uma releitura do drama jurídico de Andy Griffith exibido entre 1986 e 1995, tem Kathy Bates como protagonista no papel de Madeline Kingston.
Apesar das turbulências nos bastidores, a obra mantém um desempenho comercial e crítico expressivo, ostentando 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. A performance de Bates rendeu indicações a prêmios importantes, como o Emmy e o Golden Globe. A terceira temporada de Matlock está confirmada para 2027, mas a CBS ainda não divulgou uma data de estreia específica. O futuro da produção permanece sob observação, enquanto o público aguarda o desenrolar das questões judiciais que envolvem seus criadores e a rede de transmissão.
Fonte: ScreenRant