Yellowstone: Spin-off Marshals apressa romance e prejudica drama

O spin-off de Yellowstone, Marshals, é criticado por apressar o romance entre Miles e Madison, prejudicando o desenvolvimento dramático dos personagens e a profundidade da trama.

O spin-off de Yellowstone, Marshals, enfrenta críticas por apressar o desenvolvimento de relacionamentos e sacrificar o potencial dramático. No episódio mais recente, intitulado “Blowback”, o protagonista Pete “Cal” Calvin (Logan Marshall-Green) descobre que seu subordinado, Miles Kittle (Tatanka Means), está namorando sua filha Madison (Morgan Lindholm). A revelação ocorre logo após o início do romance entre Miles e Madison no episódio anterior, o que, segundo a análise, parece apressado e uma oportunidade perdida para estender o drama.

O romance Miles e Madison prejudica o desenvolvimento de Cal

A trama de Marshals tem se concentrado em resolver casos semanais, o que, segundo a crítica, tem deixado em segundo plano o desenvolvimento dos personagens. A relação entre Miles e Madison é apresentada de forma rápida, sem dar tempo para que o público se conecte com o casal ou entenda suas motivações. Isso diminui o impacto emocional quando Cal descobre o namoro, tornando a situação menos interessante do que poderia ser.

A crítica sugere que a série poderia ter explorado mais o conflito interno de Madison em relação ao pai e a Miles, ou o próprio Miles questionando o relacionamento antes de torná-lo público para Cal. Essa abordagem mais lenta permitiria um drama mais profundo entre os personagens.

Marshals precisa de mais profundidade nos personagens

Enquanto Yellowstone era conhecida por equilibrar múltiplos personagens e dramas, Marshals parece focar excessivamente na fórmula procedural, oferecendo apenas vislumbres superficiais dos protagonistas. O episódio “Blowback” tenta sobrecarregar Cal com revelações, mas a estrutura da série impede uma exploração mais aprofundada.

A série, que vai ao ar aos domingos na CBS e está disponível no Paramount+ no dia seguinte, é elogiada por Taylor Sheridan, mas a crítica aponta que ela deveria aprender com o criador a dar mais espaço e tempo para o desenvolvimento de seus personagens e seus relacionamentos, em vez de apressar eventos cruciais.

Fontes: Collider ScreenRant