A Netflix está dando a você outra chance de aprender espanhol com o Professo e  seus ladrões vestidos de Dalí.


Como um dos maiores sucessos da Netflix, La Casa de Papel retorna com as expectativas elevadas em sua Parte 3. Atingindo com excelência, mas também supera com seus primeiros três episódios de oito, aumentando as apostas.

Se você gostou das Partes 1 e 2 é talvez até aprendeu algum espanhol no processo, trago boas notícias para você: Você vai curtir a parte 3. Muito. E sim, eles ainda parecem fabulosos, mesmo quando estão usando seus macacões vermelhos e máscaras de Dalí. 

Photo: Netflix

Alguns dos mecanismos narrativos da terceira temporada tocam feito um alerta. Às vezes parece que as coisas vão dar muito errado, mas no final nossos criminosos se levantam para a ocasião e percebemos que estavam seguindo um plano meticuloso, embora tivéssemos sido levados a acreditar no contrário. 

Como nas temporadas anteriores, a ação dentro dos episódios não segue uma ordem cronológica. Nesta temporada, há três momentos no tempo ou histórias que são misturadas e entrelaçadas. Um acontece anos atrás, o outro há algumas semanas e o último no presente. Você vai conseguir entender uma certa reação ou conhecer um novo personagem apenas quando Álex Pina, o criador e co-escritor do programa, quiser. É uma maneira muito eficaz de contar uma história, e La Casa de Papel seria um programa muito mais convencional, e um chato, se as coisas fossem explicadas na ordem em que aconteceram.

Denver (Jaime Lorente) e Monica ( Esther Acebo)

O Professor continua a comandar e controlar a operação agora ao lado da dedicada ex-inspetora é atual Lisboa (Raquel), criando uma nova é fascinante dinâmica com o grupo. Depois, há as piadas, e é aí que alguns personagens brilham mais que outros. Denver (Jaime Lorente) e Nairobi (Alba Flores) continuam a ser dois dos criminosos mais consistentemente engraçados. Principalmente porque eles tendem a embelezar seus discursos com as palavras mais florescidas. 

Tóquio ( Úrsula Corberó )

Tóquio segue como a figura que envolve e dissolve narrando a trama. Em destaque os membros recém-chegados como a nova inspetora Alicia Sierra interpretada pela cantora e atriz Najwa Nimri, e Rodrigo de la Serna interpretando o personagem Palermo, adicionando as apostas com suas conexões pessoas já crescidas. Palermo, especialmente, é uma figura única que rapidamente se molda no elenco como que sempre esteve lá.

Além dos novos rostos, uma das principais diferenças entre esta temporada e as anteriores é que o Madrid não é o único cenário principal. O show parece mais internacional com seqüências filmadas em Florença, Cidade do Panamá e no arquipélago de Guna Yala . 

Professor ( Álvaro Morte) e Raquel Murillo ( Itziar Ituño)

Um tema abordado durante as duas partes, mas mais presente agora é o sentimento público. É uma ideia fascinante, transformar a narrativa e a percepção em sua própria forma de batalha, e isso faz maravilhas em retratar o grupo como um bando de Robin Hood roubando dos ricos para ajudar os pobres.

La Casa de Papel leva sua base já sólida e constrói um novo assalto em cima dele, capaz de pegar o que vem antes e injetar mais escala, mais ação e tensão, e apostas pessoais mais profundas. A parte 3 é um enorme sucesso, e estamos ansiosos para descobrir o que está por vir, é que será certamente viciante.