Lucy Liu apresenta The Pirate Queen no Festival de Cannes

A atriz e produtora leva ao prestigiado evento francês uma experiência imersiva que narra a trajetória histórica de uma das piratas mais influentes da China.

A aclamada atriz Lucy Liu está presente no Festival de Cannes deste ano com um propósito muito específico: promover The Pirate Queen: No Safe Waters. O projeto, descrito como uma “experiência cinematográfica imersiva”, conta com a produção de Liu em parceria com Eloise Singer. Além de atuar nos bastidores, a estrela também empresta sua voz à narração da obra, que faz sua estreia mundial como parte da prestigiada Competição Imersiva do festival.

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Memórias e transformações em Cannes

Ao refletir sobre sua trajetória no evento, Liu recordou sua primeira experiência em Cannes, que ocorreu durante a promoção da animação Kung Fu Panda. A atriz descreveu ter se sentido completamente envolvida pela atmosfera do festival, destacando que, até aquele momento, nunca havia vivenciado um espaço tão intensamente dedicado à expressão artística em uma escala global. Ela ressaltou a capacidade do festival de manter uma sensação de intimidade, mesmo diante de sua grandiosidade, ao permitir encontros entre pessoas de origens distintas, unidas por um amor compartilhado pela arte de contar histórias.

No entanto, Liu observa que o cenário atual é radicalmente diferente de sua primeira visita. Ela pontua que, na época de Kung Fu Panda, o iPhone ainda era uma novidade recente, e a forma como o público consumia mídia, conectava-se e experimentava o cinema era completamente distinta. Para a atriz, o retorno ao festival, agora sob a égide da competição de obras imersivas, carrega um significado especial e renovado.

Resgatando uma figura histórica

O cerne de The Pirate Queen: No Safe Waters é a exploração de uma figura histórica fascinante: uma mulher que viveu à margem das estruturas de poder tradicionais, mas que, através de sua engenhosidade, resiliência e inteligência, conseguiu alterar o curso da história. Liu enfatiza a importância de contar essa narrativa, especialmente considerando o contexto da época, em que era praticamente impossível para uma mulher ser reconhecida ou ter acesso à educação formal. Trazer essa trajetória à luz, segundo a produtora, é um ato de justiça histórica.

A potência do formato imersivo

Questionada sobre o que a atrai no formato imersivo, Liu é enfática: a capacidade de tornar histórias históricas, muitas vezes desconhecidas pelo grande público, em algo imediato e envolvente. Ela acredita que a tecnologia imersiva cria um ambiente onde o espectador não apenas observa o relato, mas passa a habitá-lo. Essa abordagem é vista pela atriz como uma oportunidade valiosa de introduzir aspectos cruciais da cultura chinesa em um momento histórico relevante, utilizando uma lente moderna.

Em um mercado de entretenimento saturado, onde a atenção do público é disputada por inúmeras frentes, Liu defende que o formato imersivo oferece um diferencial necessário. Ele permite honrar o passado cultural e histórico ao mesmo tempo em que se apresenta em uma linguagem que conversa diretamente com as expectativas do público contemporâneo. Ao integrar tecnologia e narrativa, The Pirate Queen busca encontrar os espectadores onde eles estão, transformando o aprendizado histórico em uma vivência sensorial e profunda, consolidando o papel de Cannes como um celeiro de inovações que transcendem o cinema tradicional.

Fonte: THR