O lucro de assinaturas de streaming atingiu um recorde global, com projeções indicando um crescimento ainda maior até 2030.
Os principais serviços de streaming globais incluem Netflix (mais de 320 milhões de assinantes), Prime Video (mais de 200 milhões), Disney+ (135 milhões) e HBO Max (aproximadamente 128 milhões), com muitos serviços registrando aumentos significativos em suas receitas. A Netflix, liderando o movimento, aumentou novamente seus preços de assinatura, uma tendência seguida por outras empresas.
De acordo com uma nova pesquisa da Ampere Analysis, citada pelo The Hollywood Reporter, a receita global de assinaturas de streaming ultrapassou US$ 150 bilhões pela primeira vez em 2025, um aumento em relação aos US$ 50 bilhões em 2020. Projetando para o futuro, a receita global de assinaturas de streaming deve superar os US$ 200 bilhões em 2030.

As empresas continuam a expandir para mais mercados internacionais, mas há um grande aumento no foco em monetização através de aumentos de preços e lançamento de planos com anúncios, especialmente em mercados maduros. Essencialmente, as empresas estão focando em como monetizar seu conteúdo com mais sucesso, além de modelos de puro crescimento de assinaturas.
Os três principais impulsionadores desse aumento de receita entre 2020 e 2025 são a realização de preços (como aumentos de tarifas, mudanças de planos, fiscalização de compartilhamento de senhas e taxas para membros extras), escalonamento de planos com anúncios e pacotes de assinaturas. E através de tudo isso, após já ter triplicado a receita de 2020 a 2025, a receita deve continuar a subir.
Nesse contexto, os Estados Unidos contribuem com aproximadamente metade da receita global de assinaturas de streaming. Isso implica que, daqui para frente, embora os EUA tenham uma participação menor de domicílios globais, as empresas continuarão a focar em maximizar a receita através de métodos de precificação e mix de pacotes, em vez de simplesmente aumentar a escala de assinantes.
Aumentos recentes de preços sugerem que ainda há espaço para plataformas como Netflix e Disney continuarem a pressionar para cima. Em toda a indústria, os preços das assinaturas subiram. Um dos principais impulsionadores desses aumentos é o crescente investimento em esportes ao vivo e programação de eventos, há muito considerados um dos pontos fortes da TV a cabo.
No período pós-pandemia, o mercado tem apresentado um crescimento mais lento de assinantes. No entanto, o streaming superou a audiência da TV aberta e a cabo em maio de 2025. O streaming representou 44,8% da audiência, enquanto a TV aberta teve 20,1% e a cabo 24,1%. Isso, juntamente com o crescimento de plataformas como o YouTube e outros conteúdos similares, sugere que o streaming é claramente o futuro.
Para os espectadores, a mudança em direção à lucratividade já é visível. Com a desaceleração do crescimento de assinantes, as plataformas dependem cada vez mais de preços mais altos, planos com anúncios e ofertas combinadas para impulsionar a receita. Isso significa planos mais caros, menos opções de compartilhamento de senhas e serviços de streaming que continuam a substituir o modelo de TV a cabo.