O episódio piloto de Lost é frequentemente citado como uma das maiores estreias de qualquer série, mas quase foi completamente arruinado por uma mudança crítica. A série, infelizmente, não conseguiu manter seu ato de mistério e suspense por seis temporadas, mas fez uma tentativa admirável, e as três primeiras temporadas ainda estão entre as melhores da TV.


Lost cativou os espectadores desde o início com um piloto chocante, que quase condenou a série logo de cara. Originalmente, Matthew Fox não interpretaria Jack. O papel seria de Michael Keaton, e seu Jack não sobreviveria ao primeiro episódio.
No início da produção, J.J. Abrams e Keaton conversaram, e o ator comentou que a ideia de um personagem principal morrer nos minutos finais era intrigante. Keaton achou a proposta interessante, especialmente pela possibilidade de não se comprometer com uma série inteira.
No entanto, Abrams ou o estúdio decidiram que a reviravolta com a morte de Jack não funcionaria. Keaton expressou que, sem esse fator, seu interesse diminuiu, e Abrams pareceu entender.
Por que a decisão de manter Jack foi acertada
Embora tenhamos perdido a chance de ver Michael Keaton em uma das maiores séries do século XXI, a decisão de não matar Jack foi a correta. Seria um choque imenso e geraria conversas, mas custaria o desenvolvimento da história.
Matar o personagem principal no primeiro episódio é um artifício que não sustenta uma série. Os espectadores se conectam com o primeiro personagem apresentado, e uma morte enganosa abalaria a confiança em uma série de mistério que exige fé nos roteiristas.
Jack se tornou um dos maiores personagens da TV, e Matthew Fox recebeu indicações ao Emmy e ao Globo de Ouro. Lost precisava de um protagonista como Jack, um arquétipo do homem comum através do qual o público pudesse vivenciar a série, absorvendo os mistérios e eventos impossíveis simultaneamente.
Fonte: ScreenRant