Adam Fogelson, presidente do grupo de cinema da Lionsgate, está confiante no potencial de Michael Jackson para atrair público aos cinemas. A declaração surge após uma série de sucessos do estúdio, como Now You See Me: Now You Don’t e The Housemaid, que demonstram a capacidade da empresa em lançar filmes de médio e baixo orçamento com grande retorno.


Apesar de alguns tropeços recentes, como Borderlands e The Crow, Fogelson argumenta que esses reveses não definem a Lionsgate. Ele destaca a resiliência da empresa em um mercado cada vez mais dominado pela consolidação e pelo streaming. A estratégia da Lionsgate foca em filmes com público-alvo bem definido, permitindo a produção de um número maior de títulos que não necessariamente visam bilheterias bilionárias.
O que você precisa saber
- A Lionsgate aposta emMichael Jacksoncomo um de seus próximos grandes lançamentos.
- O estúdio busca capitalizar em franquias estabelecidas e em novas propriedades intelectuais.
- A empresa demonstra resiliência em um mercado de cinema em constante mudança.
A estratégia da Lionsgate
Fogelson explica que a capacidade de lançar filmes como The Housemaid em janelas de lançamento estratégicas, como o período de Natal, é um diferencial. Isso é possível porque o estúdio não está sobrecarregado com produções de altíssimo orçamento que demandam exclusividade de datas. A confiança dos cineastas e do elenco na visão da Lionsgate é fundamental para o sucesso dessas produções.
O executivo também aborda a questão da atenção dispersa do público, um desafio para o marketing atual. Ele ressalta que, diferente de sua juventude como marqueteiro, hoje é impossível garantir que o público saberá da existência de um filme apenas com anúncios. A promoção eficaz exige um trabalho árduo e criativo para engajar a audiência em múltiplos canais.
O futuro de Michael Jackson no cinema
Sobre o filme biográfico de Michael Jackson, Fogelson confirma que a história contada no primeiro filme não abrange toda a vida do artista, abrindo espaço para uma sequência. A equipe de produção já está trabalhando na preparação para um segundo filme, aguardando o momento certo para o anúncio oficial. A decisão de reestruturar o terceiro ato do filme, abordando alegações de abuso sexual, foi tomada em conjunto com o diretor Antoine Fuqua e o produtor Graham King, visando uma abordagem artisticamente mais satisfatória e focada na ascensão do artista.
Fogelson defende a realização de cinebiografias de figuras controversas como Jackson, argumentando que é importante oferecer um vislumbre da vida dessas personalidades. Ele ressalta a influência inegável de Michael Jackson na história da música e que o filme busca oferecer uma representação autêntica.
Expansão de Universos e Novas Propriedades
O executivo também comentou sobre o sucesso da franquia Jogos Vorazes, destacando a profundidade e nuance dos personagens que atraem talentos renomados. Ele mencionou os planos de expansão para universos como Truque de Mestre e Jogos Mortais, sempre com foco em entregar conteúdo que gere entusiasmo genuíno no público. A ideia é não estender franquias apenas por estender, mas sim quando há uma demanda clara e afeição do público pelos personagens e histórias.
Em relação a expansões de franquias como John Wick, Fogelson explicou que o spin-off Ballerina, embora tenha recebido boas críticas, não foi concebido para responder a uma demanda específica do público por mais histórias daquele universo. No entanto, ele vê potencial em expandir a partir de personagens como Caine, interpretado por Donnie Yen, que teve um arco interessante em John Wick 4.
A Lionsgate também está explorando o uso de Inteligência Artificial (IA) no desenvolvimento de filmes, com um foco em otimizar processos de pré e pós-produção, sem substituir o talento criativo. A empresa também planeja lançar um novo filme sobre a Ressurreição de Cristo, atendendo a um pedido recorrente do público, e um filme com Johnny Depp, Day Drinker, que Fogelson acredita ser ideal para o ator.
Fonte: THR