Kristen Stewart recebe ovação em Cannes por comédia Full Phil

A atriz e o elenco do novo filme de Quentin Dupieux foram celebrados no Festival de Cannes, apesar da recepção dividida do público ao longa-metragem.

Kristen Stewart e Woody Harrelson marcaram presença no Festival de Cannes durante a aguardada estreia de Full Phil, a nova comédia do cineasta francês Quentin Dupieux. O longa-metragem, que explora uma dinâmica peculiar e surrealista entre pai e filha, foi recebido com uma ovação de cinco minutos pelo público presente no Palais des Festivals, mesmo diante de uma recepção crítica mista após a exibição. O evento, que atraiu uma multidão entusiasmada, consolidou a presença de grandes estrelas de Hollywood na Croisette.

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Kristen Stewart e Quentin Dupieux no Festival de Cannes
Kristen Stewart e o diretor Quentin Dupieux durante o photocall de Full Phil em Cannes.

Bastidores da recepção em Cannes

Antes do início da sessão, o clima no local era de grande expectativa. O elenco, que também conta com Emma Mackey — cuja última produção, ‘Ella McCay’, foi um sucesso estrondoso na França — e Charlotte Le Bon, foi calorosamente aplaudido por uma plateia que lotava o espaço. A sessão da meia-noite foi marcada por um público barulhento e ansioso para ver seus ídolos favoritos nas telas. Embora a comédia surrealista tenha provocado risadas pontuais ao longo da exibição, a reação geral ao término do filme foi contida, com aplausos educados que, no entanto, se transformaram em uma ovação mais efusiva e prolongada quando o elenco subiu ao palco para o reconhecimento final.

Kristen Stewart, em particular, foi o centro das atenções. A atriz interagiu com os fãs, fazendo caretas para as câmeras e acenando para o público no balcão. Enquanto os aplausos continuavam, ela dançou no local e tentou, de forma gentil, desviar a atenção do público para seus colegas de elenco, reconhecendo o esforço coletivo da produção. O diretor Quentin Dupieux, conhecido por seu estilo autoral e peculiar, tomou o microfone para agradecer brevemente, reconhecendo que o horário era avançado e que o público provavelmente desejava descansar. Ele aproveitou o momento para homenagear sua equipe técnica, incluindo o produtor Hugo Sélignac, o músico Siriusmo e sua esposa, a diretora de arte Joan Le Boru, antes de encerrar sua fala com um icônico ‘mic drop’.

A trama e o estilo de Quentin Dupieux

Em Full Phil, a narrativa acompanha a jornada de um pai e uma filha, interpretados por Harrelson e Stewart, que viajam a Paris com o objetivo de se reconectarem. A tentativa de aproximação, contudo, é constantemente interrompida por uma série de eventos absurdos e obstáculos inusitados. Entre os elementos que compõem o caos da trama estão a culinária francesa, um filme de terror da década de 1950 e a interferência constante de um funcionário de hotel extremamente intrometido. Além do trio principal, o elenco do filme é composto por nomes como Tim Heidecker e Eric Wareheim, que reforçam a proposta cômica e excêntrica do diretor.

Para os entusiastas de produções com abordagens distintas no cinema, o cineasta, que esteve em Cannes no ano anterior com a comédia ‘The Second Act’ — filme que, inclusive, abriu o festival na época —, reafirma seu compromisso com um cinema de autor. Dupieux mantém um controle rigoroso sobre a estética e a montagem de suas obras, buscando sempre cercar-se de artistas que compartilhem de sua visão criativa singular.

Histórico e expectativas

A presença de Kristen Stewart em Cannes é sempre um evento à parte. No ano anterior, a atriz esteve na Croisette para a estreia de seu próprio trabalho como diretora, ‘The Chronology of Water’, estrelado por Imogen Poots. O filme, que narra a história de uma nadadora superando o vício, foi amplamente aclamado pela crítica, consolidando a versatilidade de Stewart tanto na frente quanto atrás das câmeras. A colaboração com Dupieux em ‘Full Phil’ marca mais um passo em sua carreira, que tem sido marcada por escolhas de projetos independentes e desafiadores. Em entrevistas recentes concedidas ao Variety, a atriz destacou sua profunda admiração pelo método de trabalho de Quentin Dupieux, descrevendo-o como um cineasta que possui uma clareza absoluta sobre a montagem final antes mesmo de concluir as filmagens. Para Stewart, a oportunidade de trabalhar com um diretor que mantém uma visão tão independente e autêntica é um privilégio raro na indústria cinematográfica contemporânea, reforçando o valor artístico que ela busca em seus projetos.

Fonte: Variety