Os anos 1990 são frequentemente celebrados como uma das décadas mais prolíficas para a ficção científica no cinema. Foi um período marcado por inovações técnicas e narrativas que mudaram o curso da indústria, com obras que variaram desde o impacto existencial de Matrix até o retorno triunfal de franquias consagradas como Star Wars: Episódio I — A Ameaça Fantasma, sem esquecer abordagens satíricas e afetuosas como Heróis Fora de Órbita. No entanto, entre todos esses títulos, o maior fenômeno de bilheteria daquela década continua sendo Independence Day, dirigido por Roland Emmerich. Para os assinantes da Netflix, o tempo está se esgotando: o filme tem sua saída confirmada do catálogo da plataforma para o dia 31 de maio.

Uma invasão de proporções épicas
A trama de Independence Day detalha as diversas etapas de uma invasão alienígena devastadora, na qual uma raça extraterrestre, conhecida como os Harvesters, chega à Terra com o objetivo claro de exterminar a humanidade. O que diferencia este longa de outras produções do gênero é a filosofia de Roland Emmerich de elevar a escala de tudo o que aparece na tela ao seu limite máximo. As naves alienígenas possuem dimensões comparáveis às de cidades inteiras, equipadas com armamentos capazes de transformar centros urbanos em crateras em questão de segundos. Os invasores não buscam apenas a eliminação da espécie humana, mas também a exaustão total dos recursos naturais do planeta. Com um elenco de peso que inclui Will Smith, Jeff Goldblum e Bill Pullman, o filme foi desenhado para se destacar, deixando uma marca indelével antes, durante e após sua estreia.
A gênese de um blockbuster
Curiosamente, a existência de Independence Day deve-se a outro projeto de Emmerich: Stargate. Durante a turnê de divulgação daquele filme, o diretor e o roteirista Dean Devlin foram questionados se realmente acreditavam que alienígenas teriam construído as pirâmides. Em resposta, Emmerich sugeriu a ideia de uma nave do tamanho de um campo de futebol chegando à Terra e, imediatamente, percebeu que ali estava o conceito para seu próximo filme. A dupla escreveu o roteiro em menos de um mês e o vendeu para a Fox, mas o caminho até o lançamento não foi isento de obstáculos. Em uma retrospectiva sobre os 25 anos da obra, Emmerich revelou que precisou lutar contra o estúdio para manter o título original e a data de estreia, especialmente devido à concorrência com Marte Ataca!, de Tim Burton. O diretor insistiu que, por ser uma comédia, o filme de Burton não deveria ser lançado antes, e manteve sua posição firme sobre o título e a data de lançamento no feriado de 4 de julho.
Um legado que redefiniu o cinema
A aposta de Emmerich provou ser um sucesso absoluto, tornando Independence Day a maior bilheteria de 1996. Seu impacto, contudo, transcendeu as salas de cinema, alterando permanentemente a forma como blockbusters são produzidos e comercializados. Foi um dos primeiros filmes a investir em um anúncio durante o Super Bowl, estabelecendo um novo padrão de marketing. Além disso, a utilização de cenários massivos e a destruição icônica de monumentos, como a Casa Branca, mudaram a estética do cinema de ação. Para Will Smith, o filme foi o divisor de águas que o transformou em uma estrela de cinema de primeira grandeza, iniciando uma tradição de lançamentos de sucesso durante o feriado de 4 de julho, o que lhe rendeu o apelido de “Mr. 4th of July”. Para os fãs que desejam revisitar essa peça fundamental da cultura pop dos anos 90, a Netflix oferece a oportunidade final até o final de maio.
Fonte: Collider