Iman Vellani, amplamente reconhecida pelo público global por sua atuação como Kamala Khan na série Ms. Marvel, está prestes a expandir significativamente sua trajetória artística. A atriz anunciou oficialmente sua estreia como roteirista Solo no mercado de quadrinhos com o lançamento de Chachu, uma minissérie composta por cinco edições. O projeto, que promete trazer uma abordagem autoral e profunda, será publicado pela renomada Image Comics em uma parceria estratégica com a Tiny Onion, a produtora independente liderada por James Tynion IV, co-criador de sucessos como Something is Killing the Children e The Department of Truth. A data de lançamento nas lojas especializadas está confirmada para o dia 5 de agosto.


O contexto da narrativa e o cenário de 1979
A trama de Chachu transporta o leitor para o ano de 1979, estabelecendo uma atmosfera nostálgica e carregada de mistério. A história acompanha Leila, uma jovem de 19 anos de origem paquistanesa-canadense, cuja personalidade é marcada por uma profunda paixão pelo cinema clássico e por romances policiais do gênero pulp. Movida por um desejo de reconexão, Leila viaja até a Califórnia para reencontrar seu tio, um detetive particular que vive em um estado de semi-aposentadoria. O personagem é notável por ter alcançado uma fama peculiar no passado, após ter se casado com a própria estrela de cinema que fora originalmente contratado para localizar.
O conflito central da narrativa é desencadeado quando essa mesma esposa desaparece misteriosamente mais uma vez. Esse evento força tio e sobrinha a embarcarem em uma investigação improvisada e não planejada, transformando o que seria uma visita familiar em uma jornada de estrada. Durante esse percurso, Leila é confrontada com a transição para a vida adulta, sendo obrigada a realizar um acerto de contas com segredos familiares guardados há anos e a desconstruir os mitos que tanto ela quanto seu tio construíram em torno de suas próprias vidas.
A visão criativa de Vellani
Ao comentar sobre sua incursão no roteiro, Iman Vellani revelou um interesse antigo pela linguagem dos quadrinhos. Segundo a atriz, o meio possui uma capacidade singular de sustentar contradições, algo que ela considera superior a outras formas de arte. “Isso se tornou especialmente significativo para mim enquanto escrevia Chachu, que surgiu dessa tensão entre o luto pela minha juventude, enquanto ainda a possuo, e um desejo incessante de já ter amadurecido”, explicou Vellani. Ela também destacou que a experiência de criar sua primeira série original foi um privilégio, ressaltando que o apoio e os desafios impostos por sua equipe de colaboradores foram fundamentais para que o livro superasse qualquer expectativa que ela pudesse ter imaginado sozinha ou em sessões de terapia.
Equipe artística e estética visual
Para dar vida ao universo de Chachu, Vellani conta com o talento da ilustradora Marianna Ignazzi, conhecida por seu trabalho em Exquisite Corpses, e da colorista Jordie Bellaire, cujo portfólio recente inclui Absolute Wonder Woman. Ignazzi descreveu o processo de leitura do roteiro de Vellani como um momento de revelação visual imediata. “Desde a primeira leitura, eu já conseguia visualizar esse mundo dos anos 70 se revelando através de reflexos em óculos escuros e espelhos retrovisores, emergindo lentamente através da fumaça de cigarro e das luzes de neon”, afirmou a ilustradora. Ela buscou utilizar pretos intensos e um estilo gráfico que, apesar de estilizado, mantivesse uma carga emocional e narrativa profunda. A colaboração com Bellaire foi descrita como maravilhosa, trazendo uma atmosfera, calor e profundidade cinematográfica que enriqueceram cada cena.
Disponibilidade e formatos
O lançamento de Chachu no dia 5 de agosto será acompanhado por uma estratégia robusta de distribuição. Além da edição padrão, a obra contará com cinco capas variantes, incluindo artes de incentivo assinadas por nomes como Matías Bergara, Jacob Phillips e Christian Ward. Para os leitores que preferem o formato digital, a minissérie também estará disponível através das plataformas Amazon Kindle, Apple Books e Google Play, garantindo que a estreia de Vellani como roteirista alcance um público amplo e diversificado, consolidando seu nome não apenas como atriz, mas como uma voz criativa emergente na indústria dos quadrinhos.
Fonte: Variety