If Wishes Could Kill domina o top 10 da Netflix como novo terror

A nova série sul-coreana conquista o público com elementos de suspense e sobrenatural, sendo comparada a grandes sucessos do streaming.

If Wishes Could Kill assumiu o topo da lista de séries de língua não inglesa mais assistidas na Netflix, consolidando-se rapidamente como o novo fenômeno de horror da plataforma. Embora a produção apresente uma narrativa original e independente, é impossível para os espectadores não a enxergarem como o sucessor espiritual perfeito de Alice in Borderland. A série de Arisu, que estreou em 2020, alcançou uma popularidade imensa ao retratar jogos de sobrevivência, um gênero que ganhou tração global com o sucesso viral de Squid Game. Enquanto Alice in Borderland não atingiu o mesmo nível de viralização que a produção coreana, ela manteve uma base de fãs fiel e duradoura, cobrindo todo o material original do mangá e expandindo sua história até o encerramento em 2025.

O preenchimento de um vazio no gênero de sobrevivência

Com o fim de Alice in Borderland e a incerteza sobre o futuro de Squid Game após sua conclusão recente, surgiu um vácuo significativo no catálogo da Netflix para produções que utilizam a premissa de “gamificar” a sobrevivência. If Wishes Could Kill surge exatamente para ocupar esse espaço. De acordo com os dados oficiais do Tudum by Netflix, a série liderou o ranking global de produções de língua não inglesa entre 27 de abril e 3 de maio de 2026, provando que a demanda por esse tipo de narrativa continua em alta.

A trama de If Wishes Could Kill gira em torno de cinco amigos que se veem presos em uma situação desesperadora após receberem avisos de morte através de um aplicativo misterioso que realiza desejos. Assim como Arisu e seus companheiros em Alice in Borderland, os protagonistas desta nova série carregam uma contagem regressiva literal sobre suas cabeças, sendo forçados a correr contra o tempo para escapar de destinos fatais. A tensão é constante, e a necessidade de sobrevivência coloca os personagens em situações onde a moralidade precisa ser sacrificada.

Se-ah segurando o telefone amaldiçoado em If Wishes Could Kill
Se-ah enfrenta as consequências do aplicativo amaldiçoado.

Diferenças e convergências com o terror sobrenatural

Embora compartilhe o tropo de “jogos de morte”, If Wishes Could Kill se diferencia de Alice in Borderland por não focar estritamente em jogos estruturados como o motor principal da trama. Em vez disso, a série centraliza sua ameaça na maldição de um único aplicativo sobrenatural. Contudo, a conexão temática permanece forte: ambos os grupos de personagens são jovens forçados a confrontar seus próprios demônios internos para sobreviver a uma ameaça maior. Algumas das mortes mais impactantes da série lembram, inclusive, a brutalidade psicológica dos jogos de cartas de naipe de Copas vistos em Alice in Borderland.

Outro ponto de destaque é a natureza sobrenatural da obra. Enquanto Alice in Borderland se distinguia de Squid Game justamente por misturar jogos realistas com elementos fantásticos, If Wishes Could Kill abraça o sobrenatural de forma ainda mais direta, incorporando elementos do xamanismo coreano. Essa escolha narrativa aproxima a série de produções icônicas como The Wailing, onde o horror não é apenas físico, mas profundamente enraizado em crenças espirituais e na corrupção da alma. A série não teme explorar o desconhecido, criando uma atmosfera onde o espectador, assim como os personagens, sente que o destino já está selado desde o momento em que o primeiro desejo é feito.

Cena de terror em The Wailing
O horror psicológico e o xamanismo de The Wailing influenciam a nova produção da Netflix.

Em suma, If Wishes Could Kill consegue capturar a essência do que tornou seus predecessores tão viciantes, ao mesmo tempo em que oferece uma nova roupagem baseada no folclore e no suspense psicológico, garantindo seu lugar como o novo destaque do catálogo de terror da Netflix.

Fonte: ScreenRant

Este conteúdo foi produzido pela Redação Máquina Nerd com apoio de inteligência artificial e passa por curadoria editorial.