Hope ganha aclamação em Cannes e diretor confirma sequência

O novo épico de ficção científica de Na Hong-jin, estrelado por Michael Fassbender e Alicia Vikander, impressiona a crítica internacional e já possui roteiro para continuação.

O cenário cinematográfico internacional foi abalado pela chegada de Hope, o mais recente projeto do aclamado cineasta sul-coreano Na Hong-jin. Apresentado ao mundo durante o Festival de Cannes 2026, o longa-metragem não apenas gerou expectativas elevadas, mas superou as previsões ao ser recebido com uma ovação de pé de sete minutos dentro do prestigiado Grand Théâtre Lumière. O filme, que se estende por 160 minutos de pura intensidade, é descrito como uma fusão audaciosa de gêneros, transitando entre o horror cósmico, o faroeste moderno e a comédia sombria, consolidando-se rapidamente como um forte candidato a se tornar um clássico cult.

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A trama de Hope transporta o espectador para a remota vila sul-coreana de Hope Harbor, um local que, inicialmente, parece ser apenas um cenário bucólico, mas que rapidamente se transforma no epicentro de uma catástrofe inimaginável. A narrativa começa com cenas de destruição e desolação, onde o chefe de polícia Bum-seok, interpretado por Hwang Jung-min, e a oficial Sung-ae, vivida por Hoyean, são convocados para investigar a origem de um desastre inexplicável. O que começa como uma investigação policial de rotina em uma área rural rapidamente se desdobra em um pesadelo de proporções cósmicas, à medida que as autoridades percebem que a ameaça não é humana.

A tensão aumenta quando um grupo de caçadores, que inclui o personagem Sung-ki (interpretado por Zo In-Sung), decide embrenhar-se nas florestas circundantes para rastrear a criatura responsável pelo caos. No entanto, o jogo de gato e rato inverte-se drasticamente: os caçadores tornam-se, subitamente, as presas. A premissa central do filme explora como a ignorância humana planta a semente do desastre, escalando conflitos interpessoais que culminam em uma tragédia de escala universal. A percepção dos personagens, muitas vezes enganosa, é um elemento-chave que Na Hong-jin utiliza para manter o público em constante estado de alerta.

Um dos aspectos mais comentados de Hope é a participação de Michael Fassbender. Conhecido por suas atuações marcantes em franquias de peso como Alien e X-Men, Fassbender assume aqui um papel desafiador e pouco convencional. Ele interpreta um dos seres misteriosos que descem sobre a vila, trazendo destruição em seu rastro. Para dar vida a essa entidade alienígena, o ator utilizou tecnologia de ponta de captura de movimentos e captura facial. Ao lado de Fassbender, o elenco conta com nomes de peso como Alicia Vikander, Taylor Russell e Britton, que compõem a família real de Gh’ertu. Esses personagens, projetados com um design imponente e original, comunicam-se através de um idioma especial, adicionando uma camada extra de imersão ao universo criado pelo diretor.

A recepção crítica tem sido majoritariamente positiva, com veículos como The Hollywood Reporter classificando o filme como um “assalto de emoções turbo-carregadas” e uma experiência extremamente divertida. Embora alguns críticos tenham apontado que o segundo ato do filme sofre com um ritmo mais lento e uma narrativa que se estende além do necessário, a maioria concorda que o impacto visual e a audácia da direção compensam tais falhas. A revista Variety, por exemplo, embora tenha notado que o roteiro pode parecer, por vezes, uma tentativa deliberada de estabelecer uma franquia em vez de focar apenas na história isolada, reconhece que, durante cerca de 70% de sua longa duração, Hope é um dos filmes de ação mais bem executados e engraçados dos últimos anos. O clímax do filme, descrito como uma perseguição em alta velocidade em uma rodovia, é apontado como um dos momentos mais memoráveis do cinema recente.

Na Hong-jin, cujo histórico inclui obras viscerais como The Chaser, The Yellow Sea e The Wailing, mantém em Hope sua assinatura de ritmo frenético e storytelling visceral. O filme é frequentemente comparado, em termos de energia e caos, a Mad Max: Estrada da Fúria, porém temperado com os elementos perturbadores do horror cósmico. A qualidade dos efeitos visuais, apesar de algumas críticas a toques de computação gráfica considerados “bagunçados”, é amplamente elogiada pelo design criativo das criaturas.

Quanto ao futuro da obra, o próprio diretor e a recepção da indústria indicam que Hope foi concebido como o alicerce de um universo maior. Relatos confirmam que o filme prepara o terreno para uma sequência inevitável, com um roteiro já estruturado. Essa estratégia de expansão de franquia, embora tenha gerado debates sobre a densidade do roteiro original, não diminui o entusiasmo dos estúdios e do público. A distribuição global já está garantida: a Neon assegurou os direitos para a América do Norte, Reino Unido e Austrália, enquanto a Mubi será responsável por levar o épico para Itália, Espanha, Alemanha, Áustria, Suíça, Turquia e toda a América Latina.

Em suma, Hope representa um marco na carreira de Na Hong-jin e uma adição significativa ao gênero de ficção científica. Ao combinar um elenco estelar, tecnologia de captura de movimento de última geração e uma visão narrativa que não teme o excesso, o filme consegue equilibrar momentos de humor ácido com sequências de ação de tirar o fôlego. Para os espectadores que buscam uma experiência cinematográfica que desafia as convenções e oferece um espetáculo visual grandioso, Hope se posiciona como uma das produções mais importantes e discutidas do ano de 2026, deixando claro que a jornada da família real de Gh’ertu está apenas começando.

Fontes: Movieweb Variety

Este conteúdo foi produzido pela Redação Máquina Nerd com apoio de inteligência artificial e passa por curadoria editorial.