Hayley Kiyoko estreia na direção com o longa Girls Like Girls

A artista Hayley Kiyoko faz sua transição para a direção de longas-metragens com Girls Like Girls, um projeto que une música e cinema em uma narrativa autoral.

A artista Hayley Kiyoko, reconhecida como um ícone da música pop e uma voz fundamental para a comunidade LGBTQ, expande sua trajetória artística ao assumir a direção de seu primeiro longa-metragem. Intitulado Girls Like Girls, o filme é uma adaptação do universo criado pela própria cantora a partir de seu sucesso musical de 2015, que já havia ganhado desdobramentos em um videoclipe e um livro. A produção, que chega aos cinemas em 2026, marca um passo significativo na carreira da cineasta, que busca consolidar sua visão autoral em Hollywood.

A trama de Girls Like Girls acompanha a jornada de amadurecimento de Coley, interpretada por Maya da Costa, uma adolescente que enfrenta o luto e a mudança para uma pequena cidade no Oregon para viver com seu pai, Curtis, vivido por Zach Braff. É nesse novo ambiente que ela desenvolve sentimentos românticos por Sonya, personagem de Myra Molloy. A narrativa explora temas de autodescoberta e vulnerabilidade, elementos que Hayley Kiyoko considera centrais para sua própria trajetória pessoal e artística.

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Um processo de uma década para levar a história às telas

A transição de Hayley Kiyoko para a direção de longas não foi um movimento repentino, mas o ápice de um esforço de dez anos. Após dirigir diversos de seus próprios videoclipes, a artista sentiu a necessidade de transpor a narrativa de sua música para uma escala maior. O processo envolveu desafios de roteiro, busca por financiamento e a coordenação de diferentes mídias. Para a diretora, a oportunidade de ver o projeto concretizado nas salas de cinema é um marco que reflete sua persistência em criar conteúdos que representem a vivência queer de forma esperançosa e autêntica.

A escolha do elenco foi um dos pontos cruciais para a construção do filme. Com mais de 4.000 inscrições para os papéis principais, Hayley Kiyoko destaca que a conexão imediata com Maya da Costa durante os testes foi determinante. Já a participação de Zach Braff, conhecido por sua estreia na direção em Garden State, trouxe uma camada de entendimento mútuo sobre as pressões de um primeiro longa-metragem. A diretora afirma que a presença de Braff foi um exemplo de manifestação positiva em sua carreira, reforçando a importância de ter mentores que compreendem os desafios do set.

A música como extensão da narrativa cinematográfica

Além de dirigir, Hayley Kiyoko integrou sua paixão pela música ao projeto, compondo uma trilha sonora original que acompanha o filme. A artista explica que escreveu as canções sob a perspectiva das personagens, criando uma experiência imersiva onde o público pode identificar referências musicais em cenas específicas. A colaboração com outros artistas queer, como Young Miko, Tegan and Sara, Gigi Perez e Chelsea Cutler, reforça o caráter coletivo e cultural da obra, que se posiciona como um momento de união para a comunidade.

A diretora também reflete sobre a escassez de produções que abordam o amadurecimento LGBTQ com foco em protagonistas femininas. Assim como vemos em outras produções que exploram a transição para a vida adulta, como o documentário The Queens of 147, a obra de Kiyoko busca preencher uma lacuna no mercado cinematográfico. Ela espera que o sucesso de Girls Like Girls facilite o caminho para que outras vozes diversas possam brilhar e contar suas próprias histórias em Hollywood.

Hayley Kiyoko em ensaio fotográfico
Hayley Kiyoko, diretora e criadora de Girls Like Girls, em registro oficial.

O futuro da carreira de Hayley Kiyoko na direção

Questionada sobre seus próximos passos, Hayley Kiyoko demonstra entusiasmo em continuar explorando a direção. Ela menciona o desejo de adaptar seu segundo livro, Where There’s Room for Us, para o formato de filme ou série. Embora tenha iniciado sua carreira como atriz, com passagens por produções como Lemonade Mouth, a artista enfatiza que seu foco atual está na direção e na escrita. Para ela, essa é a forma mais eficaz de utilizar sua energia criativa e contribuir para a indústria.

A trajetória de Kiyoko, que transita entre a música, a literatura e agora o cinema, é marcada pelo desejo constante de inovação. Ao romper barreiras e buscar novas formas de expressão, ela se estabelece como uma figura versátil no cenário cultural contemporâneo. O lançamento de Girls Like Girls não é apenas a realização de um sonho pessoal, mas um convite para que o público se conecte com uma história universal sobre amor, coragem e a busca pela própria identidade, independentemente da idade ou da experiência de vida de quem assiste.

Fonte: THR

Este conteúdo foi produzido pela Redação Máquina Nerd com apoio de inteligência artificial e passa por curadoria editorial.