Hannah Rose May lança Fatal Fest pela IDW Dark em atriz roteirist

A atriz e roteirista Hannah Rose May , conhecida por seus trabalhos em produções como Ballers e Ghosts , expande sua trajetória no mercado editorial com o anúncio de sua nova série de quadrinhos, Fatal Fest . A obra.

A atriz e roteirista Hannah Rose May, conhecida por seus trabalhos em produções como Ballers e Ghosts, expande sua trajetória no mercado editorial com o anúncio de sua nova série de quadrinhos, Fatal Fest. A obra, que será publicada pelo selo de horror IDW Dark, da IDW Publishing, marca mais um passo da criadora na exploração de narrativas sombrias que misturam crítica social e elementos de terror psicológico.

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Com arte de Andrea Scalmazzi, a minissérie de cinco edições tem estreia prevista para o final deste ano. A trama acompanha seis cineastas emergentes do gênero de horror que recebem um convite para competir no Fatal Fest, um festival misterioso organizado pelo recluso mestre do terror Frank Finch e seu lendário império, a Fatal Films. Ao chegarem ao local, os participantes descobrem que o evento impõe uma regra brutal: para criar o medo verdadeiro, é necessário vivenciá-lo na prática.

A inspiração por trás do horror de Fatal Fest

Segundo Hannah Rose May, a premissa de Fatal Fest funciona como uma fusão entre a tensão de Saw e a dinâmica competitiva de Squid Game, ambientada nos bastidores da indústria cinematográfica de Hollywood. A autora destaca que o projeto reflete sua própria experiência na capital do entretenimento, onde observou de perto a busca incessante por propriedade intelectual e o consumo de talentos pelos grandes sistemas de produção.

“Um denominador comum no meu trabalho é a representação de pessoas tentando sobreviver a sistemas que buscam consumi-las”, explica a roteirista. Hollywood, na visão de May, é um desses sistemas que frequentemente devora aqueles que tentam ascender em sua hierarquia. Embora o personagem Frank Finch possa evocar comparações com figuras reais do gênero, a autora esclarece que ele não é baseado em uma única pessoa, embora cite Wes Craven, o lendário cineasta por trás de A Nightmare on Elm Street e Scream, como uma referência fundamental para o tom da obra.

Recepção crítica e o sucesso de Exorcism At

A transição de Hannah Rose May para a escrita de quadrinhos consolidou-se após o sucesso inesperado de seu universo Exorcism At, que inclui títulos como The Exorcism at 1600 Penn e The Exorcism at Buckingham Palace. O primeiro, um thriller sobrenatural ambientado na Casa Branca, tornou-se um best-seller instantâneo em 2024, resultando no desenvolvimento de uma adaptação cinematográfica pela produtora Blumhouse-Atomic Monster.

A editora sênior da IDW, Heather Antos, descreveu a nova série como uma mistura de sátira sobre o horror em Hollywood, thriller psicológico e pesadelo puro. Para a editora, a obra se destaca por ser ousada, sangrenta e inteligente, mantendo uma visão artística sem concessões. Esse reconhecimento reforça a posição de May como uma voz relevante no cenário atual de quadrinhos de gênero, um caminho que ela admite não ter planejado conscientemente, mas que se tornou natural devido aos temas que a atraem.

O impacto da pandemia na carreira de roteirista

A mudança de foco para a escrita ocorreu durante o período de inatividade forçada pela pandemia de COVID-19. Hannah Rose May relata que, diante da incerteza, precisou escolher entre o entretenimento passivo ou a busca por um objetivo antigo que a intimidava. Como atriz, ela já conhecia a natureza volátil da indústria e a dependência das decisões de produtores e estúdios. A escrita surgiu, portanto, como uma forma de exercer maior controle criativo sobre suas próprias histórias.

Sua estreia no meio ocorreu com a minissérie Rogues Gallery, publicada pela Image Comics em 2022, que abordou a toxicidade do fandom moderno. Desde então, a autora colaborou com a DC em uma história da Harley Quinn e escreveu Smile: For the Camera, quadrinho baseado na franquia de filmes Smile, de Parker Finn. Para May, a atuação e a escrita são atividades complementares: sua experiência como atriz confere uma compreensão mais profunda dos personagens, enquanto o trabalho como roteirista aprimora sua percepção sobre a estrutura narrativa.

O futuro da obra e a presença na San Diego Comic Con

A IDW Dark planeja revelar mais detalhes sobre Fatal Fest durante a San Diego Comic Con, em julho. Hannah Rose May participará de painéis no evento, incluindo uma discussão dedicada a atores que migraram para a escrita de quadrinhos. A expectativa é que o sucesso da minissérie de cinco edições abra caminho para novas histórias dentro desse universo, caso a recepção do público confirme o potencial da premissa.

A trajetória de May reflete uma tendência crescente de artistas que buscam diversificar suas carreiras em diferentes mídias, utilizando o conhecimento adquirido nos sets de filmagem para construir narrativas ricas em detalhes técnicos e psicológicos. Enquanto o mercado de streaming e cinema enfrenta constantes mudanças, como visto em produções que buscam planos de expansão confirmados por Kane Parsons, a autora aposta na força do horror impresso para capturar a atenção de um público que valoriza histórias autorais e críticas ao sistema de entretenimento.

A transição de May, que saiu de sua terra natal, a Irlanda, para tentar a sorte em Los Angeles, culminou em uma carreira que, embora surpreendente para ela mesma, demonstra a importância da resiliência criativa. Ao transformar o medo e a pressão de Hollywood em combustível para suas histórias, a roteirista se posiciona como um nome a ser acompanhado de perto pelos fãs de horror e quadrinhos nos próximos anos.

Capa da primeira edição de Fatal Fest
Capa da primeira edição de Fatal Fest, nova série de horror da IDW Dark.

Fonte: THR