Após uma década afastado das câmeras, Gore Verbinski está de volta com um de seus filmes mais inusitados. “Good Luck, Have Fun, Don’t Die”, roteirizado por Matthew Robinson, traz Sam Rockwell como um homem do futuro que aparece em uma lanchonete com explosivos e um detonador, alertando sobre o fim da sociedade devido a uma IA. No entanto, sua tentativa de convencer os presentes a se juntarem a ele é dificultada pelo ceticismo e pela obsessão deles com tecnologia.



O elenco de apoio inclui Haley Lu Richardson, Michael Peña, Zazie Beetz, Asim Chaudhry, Tom Taylor e Juno Temple. Este filme marca o primeiro trabalho de Verbinski como diretor em dez anos, desde o terror psicológico A Cure for Wellness.
O que você precisa saber
- O filme estreou no Fantastic Fest de 2025 e no Festival de Berlim de 2026.
- Recebeu aclamação da crítica, com 84% de aprovação no Rotten Tomatoes.
- Está previsto para uma estreia modesta nos cinemas, competindo com outros lançamentos.
O vilão de IA em “Good Luck, Have Fun, Don’t Die” é diferente
Verbinski explicou que o roteiro, escrito originalmente em 2017, foi refinado ao longo de dois anos, com mudanças significativas no antagonista de IA para “futurizar” a trama. A inteligência artificial no filme busca engajar e controlar os humanos de forma mais sutil e enganosa, refletindo preocupações atuais sobre a IA em redes sociais e artes.
O diretor também comentou sobre a evolução dos efeitos visuais no cinema, mencionando o uso do Unreal Engine e a importância de manter uma base fotográfica nas cenas para garantir o realismo, mesmo com a facilidade de criação digital.
A colaboração entre Rockwell e Verbinski
A parceria entre Sam Rockwell e Gore Verbinski foi concebida há mais de uma década, com os dois mantendo contato após um encontro em 2014. Rockwell expressou grande entusiasmo pelo roteiro e pelo papel, considerando-se a única pessoa capaz de interpretá-lo. A produção enfrentou desafios, com várias passagens por estúdios e locações, mas a visão de Verbinski e a qualidade do roteiro de Robinson foram cruciais para sua realização.
O ator também destacou a dinâmica do elenco, descrevendo a experiência no set como um “vínculo de trauma” devido às longas noites de filmagem e às condições adversas, o que fortaleceu a comunidade entre os atores. A relação com Juno Temple, em particular, foi fundamental para a memorização de falas e o desenvolvimento das cenas.
O filme ilumina hábitos tecnológicos do elenco
Os atores compartilharam suas reflexões sobre o uso da tecnologia e os hábitos digitais. Michael Peña admitiu o “doomscrolling” como um vício, enquanto Zazie Beetz descreveu sua tendência a passar horas assistindo a vídeos sobre seus hobbies no YouTube em vez de praticá-los. Ambos expressaram o desejo de reduzir o tempo de tela, buscando alternativas como acordar com a luz natural.
Haley Lu Richardson comentou sobre a criação visual de sua personagem, Ingrid, inspirada em Phoebe Bridgers e em uma energia “curujice”. A atriz enfatizou a importância do visual e do figurino para a construção da personagem, incluindo o cabelo cinza e o uso constante de um gargantilha.
Fonte: ScreenRant