A renomada atriz Glenn Close, cujas performances ao longo de décadas lhe renderam oito indicações ao Oscar, foi revelada em seu mais novo e intrigante papel: uma idosa aparentemente inofensiva que, sob a fachada de casacos de pele e uma postura convencional, esconde uma natureza letal. As primeiras imagens oficiais da série Up to No Good, produzida pelo Channel 4, mostram a veterana pronta para causar um verdadeiro caos nas ruas de Londres, desafiando as expectativas sobre a terceira idade com uma personagem que é, ao mesmo tempo, hilária e impiedosa.


Origens literárias e desenvolvimento
Originalmente anunciada sob o título de trabalho Maud, a série é uma adaptação ambiciosa baseada nas aclamadas coletâneas de contos de Helene Tursten, intituladas An Elderly Lady Is Up to No Good e An Elderly Lady Must Not Be Crossed. A transição das páginas para a tela foi conduzida pelos dramaturgos Nina Raine, conhecida por obras como Bach & Sons e Consent, e Moses Raine, autor de Donkey Heart. Este projeto marca um marco significativo na carreira da dupla, sendo a primeira série de televisão original criada integralmente pelos dois.
A direção da obra está sob o comando de Lee Haven Jones, um nome respeitado no setor por trabalhos como A Cruel Love: The Ruth Ellis Story e o filme Y Sŵn. A produção é fruto de uma colaboração estratégica desenvolvida pela Playground para a Sony Pictures Television, que também assumirá a responsabilidade pela distribuição global do conteúdo, levando a história de Maud para audiências internacionais.
Um elenco de peso
A produção não economizou na escalação de talentos. Além da presença magnética de Glenn Close, o anúncio mais recente confirmou a entrada de nomes de grande prestígio no cenário televisivo e cinematográfico. Entre os novos integrantes do elenco estão Tanya Reynolds, reconhecida por sua atuação em Sex Education e Emma; Mathew Baynton, de Wonka e Ghosts; e o veterano Iain Glen, famoso por seu papel em Game of Thrones e pela série Jack Taylor. Também se juntam à produção Raphaël Acloque, Nadia Albina, Louisa Binder, Meg Ballamy, Madeleine Mantock, Peter Egan e o aclamado Richard E. Grant, cujas participações em Can You Ever Forgive Me? e Saltburn elevaram ainda mais a expectativa em torno do projeto.
Esses novos nomes complementam um elenco de apoio já robusto, anunciado anteriormente, que inclui Claudia Jessie, conhecida pelo sucesso de Bridgerton; Gloria Obianyo, de Andor; Anita Dobson, veterana de EastEnders; Ben Crompton, de Game of Thrones; Meera Syal, de The Wheel of Time; e a icônica Penelope Wilton, de Downton Abbey.
A jornada de Maud Oldcastle
A trama central de Up to No Good gira em torno de Maud Oldcastle, interpretada por Close. Maud é descrita como uma mulher brusca, rabugenta e implacável — e, segundo a produção, essas são apenas algumas de suas qualidades mais gentis. A série mergulha na vida de uma mulher que passou décadas dedicando-se inteiramente aos cuidados de sua irmã, papel de Penelope Wilton. Ao decidir que é hora de romper com esse ciclo de servidão e buscar um “segundo ato” em sua vida, Maud acaba se envolvendo em situações perigosas.
O conflito principal se intensifica quando uma jovem e astuta detetive, interpretada por Claudia Jessie, inicia uma investigação sobre uma morte suspeita ocorrida no prédio onde Maud vive. A detetive começa a suspeitar que a idosa esconde segredos muito mais profundos do que sua aparência sugere. Essa pressão externa obriga Maud a confrontar as consequências de seus crimes, tanto os cometidos no presente quanto aqueles enterrados em seu passado. A narrativa promete um equilíbrio delicado entre o suspense policial, o humor ácido e a exploração psicológica de uma personagem que se recusa a ser subestimada pela sociedade.
Bastidores e produção
A série, composta por seis episódios, foi comissionada para o Channel 4 por Gwawr Lloyd, chefe interino de drama, e Rebecca Holdsworth, editora de comissionamento de drama. A estrutura de produção é liderada por Scott Huff e Colin Callender, da Playground, que atuam como produtores executivos ao lado da própria Glenn Close, do diretor Lee Haven Jones e dos roteiristas Nina Raine e Moses Raine. A produção da série está a cargo de Morenike Williams, que traz sua experiência em projetos como Killing Eve e Culprits. Com uma equipe criativa de alto nível e uma premissa que subverte os tropos tradicionais de personagens idosos na ficção, Up to No Good posiciona-se como uma das produções mais aguardadas do calendário televisivo, prometendo entregar uma experiência que transita entre o drama psicológico e a comédia de humor negro, mantendo o público em constante estado de alerta sobre as próximas ações de sua protagonista imprevisível.
Fonte: Variety