Gillian Anderson brilha em novo filme de terror no Festival de Cannes

O longa Teenage Sex and Death at Camp Miasma conquista nota máxima da crítica especializada após sua estreia mundial no prestigiado evento francês.

A atriz Gillian Anderson, mundialmente reconhecida por seu papel como a agente Dana Scully na série de ficção científica The X-Files, alcança um feito notável com seu mais recente projeto cinematográfico. Anderson, que ao longo de sua carreira acumulou quatro indicações e uma vitória no Emmy por sua atuação em Arquivo X, além de ter vencido a estatueta por sua interpretação de Margaret Thatcher em The Crown, agora estrela Teenage Sex and Death at Camp Miasma. O filme de terror estreou com uma pontuação perfeita de 100% no agregador de críticas Rotten Tomatoes, após sua primeira exibição oficial no Festival de Cannes de 2026.

A produção, que já conta com 36 avaliações computadas, destaca-se pela recepção positiva da crítica, embora o índice possa sofrer alterações conforme o lançamento comercial nos cinemas, agendado para o dia 7 de agosto. A distribuição do longa é realizada pela Mubi, consolidando o prestígio da obra no circuito de festivais, em contraste com seus antecessores, que foram distribuídos por Utopia e A24.

Enredo e elenco de Teenage Sex and Death at Camp Miasma

Com direção e roteiro de Jane Schoenbrun, a trama acompanha a diretora queer Kris, interpretada por Hannah Einbinder, conhecida por seu trabalho em Hacks. A personagem é contratada para revitalizar a franquia de terror Camp Miasma e, para isso, convence a estrela original Billy Preston, vivida por Gillian Anderson, a retornar ao papel. A decisão desencadeia uma série de eventos aterrorizantes. O elenco de apoio é composto por nomes de peso como Zach Cherry, de Severance, Sarah Sherman, do Saturday Night Live, Jasmin Savoy Brown, de Yellowjackets, e o veterano Patrick Fischler.

A performance de Anderson como uma ex-estrela de filmes de terror dos anos 1990, agora uma reclusa glamorosa e excêntrica, tem sido amplamente elogiada. Stephanie Zacharek, da revista Time, descreveu a atuação como sublime, notando que Einbinder consegue acompanhar o ritmo da veterana a cada minuto. Críticos como Katie Riff, do Inverse, definem o longa como uma obra altamente pessoal e uma defesa de favoritos problemáticos, enquanto Siddhant Adlakha, do Decider, observa que Schoenbrun enquadra o ato de filmar como um ritual psicossexual, comparando a urgência da diretora à fúria assassina de um serial killer.

A conclusão da trilogia de Jane Schoenbrun

Este filme marca o encerramento da chamada Trilogia da Tela, ou Self-Induced Hallucination, iniciada por Schoenbrun em 2021. Embora os filmes não compartilhem personagens ou uma continuidade narrativa direta, todos exploram temas profundos sobre identidade queer e a relação do indivíduo com a mídia. A trilogia inclui We’re All Going to the World’s Fair, que aborda a relação de um adolescente com a internet, I Saw the TV Glow, que utiliza a estética de séries como Buffy the Vampire Slayer para criar uma alegoria sobre a experiência transgênero, e agora o slasher Teenage Sex and Death at Camp Miasma.

A trajetória da diretora no gênero tem sido marcada por aclamação crítica. Enquanto o primeiro filme obteve 91% de aprovação e o segundo 85%, ambos com o selo Certified Fresh, o público demonstrou reações mais divididas, com pontuações de 28% e 71% no Popcornmeter, respectivamente. Teenage Sex and Death at Camp Miasma assume, até o momento, a posição de obra com a melhor recepção da trilogia. O projeto reafirma o interesse da cineasta em utilizar o horror para dissecar alegorias sobre a experiência humana e a cultura digital, mantendo um padrão de qualidade que atrai tanto o público quanto a crítica especializada.

Fonte: ScreenRant