Geração Z rejeita hipermasculinidade em filmes e quer homens mais vulneráveis

Geração Z rejeita a hipermasculinidade em filmes e séries, buscando representações de homens mais vulneráveis e emocionalmente conectados, aponta estudo.

A Geração Z, composta por jovens nascidos entre 1997 e 2012, está demonstrando uma clara rejeição a um padrão de masculinidade que tem sido recorrente em Hollywood. Estudos recentes indicam que essa audiência busca representações mais vulneráveis e emocionalmente conectadas de homens nas telas.

Estudo da UCLA aponta mudança de paradigma

Uma pesquisa realizada pela UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles) revelou que a Geração Z e a Geração Alpha (nascidos entre 2010 e 2025) preferem ver homens em filmes e séries que se afastam de estereótipos de isolamento e se aproximam da vulnerabilidade e da conexão. Os jovens desejam personagens masculinos que demonstrem mais disponibilidade emocional e busquem conexões genuínas.

A pesquisa, parte do relatório “Gen Alpha and Gen Z: Evolving Masculinity”, entrevistou 1.500 jovens e destacou o desejo por narrativas que mostrem homens expressando afeto, cuidado e buscando apoio, inclusive para saúde mental. Quase 60% dos adolescentes desejam ver mais pais demonstrando amor abertamente, e 46% buscam histórias onde homens pedem ajuda.

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O futuro da representação masculina no cinema

Yalda Uhls, autora sênior do estudo e professora da UCLA, comentou que os jovens anseiam por uma masculinidade definida pela disponibilidade emocional e conexão. Para a audiência atual, o herói mais cativante é aquele que tem a coragem de estar presente e conectado, e não necessariamente o que age sozinho.

Essa mudança de perspectiva sugere que Hollywood pode estar caminhando para uma representação mais equilibrada e complexa dos personagens masculinos. A ideia é que a força e a vulnerabilidade possam coexistir, refletindo a totalidade da experiência humana.

Fonte: ScreenRant

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