Em 2000, o mundo ainda se recuperava da ameaça do Y2K, mas um filme em particular capturou o sentimento de que tudo era possível: a ficção científica Frequency. Estrelado por Dennis Quaid, Elizabeth Mitchell, Jim Caviezel e o falecido Andre Braugher, este mistério de assassinato leva os espectadores a uma emocionante e tocante viagem no tempo. A definição de viagem no tempo do diretor Gregory Hoblit é única e diferente de qualquer outro filme que tenta abordar o arquétipo.
O que é o thriller de ficção científica ‘Frequency’?
Quando John Sullivan (Caviezel), aos 36 anos, encontra o antigo rádio amador de seu pai em um armário, ele descobre que falar com seu pai Frank (Quaid) no passado é uma possibilidade real. O filme faz um excelente trabalho em fazer o público aceitar rapidamente este ponto da trama absurdo, e o filme acelera, passando por temas como paternidade, assassinato, beisebol, mistério e família. Esses elementos não deveriam se misturar tão bem, mas funcionam graças ao roteiro claro e conciso de Toby Emmerich. Frequency é um filme de ficção científica subestimado (e muitas vezes desconhecido) com muito coração, e inclui uma das melhores atuações da carreira de Dennis Quaid.
Um catalisador subjacente para os filmes de ficção científica é a chegada da Aurora Boreal. Sugere-se que a Aurora Boreal tem um efeito nas frequências de rádio, e Hoblit mantém seus personagens relacionáveis e não os deixa se perder na magia da história. Mesmo quando a dupla de pai e filho começa a mudar o passado pelo rádio, não há nenhum ponto da trama tão flagrante que se torne inacreditável. Juntos, o John do futuro e o Frank do passado começam a prevenir uma série de assassinatos que ocorreram em 1969. Mas, quando os personagens mexem com as coisas no passado, sempre há consequências no futuro.
‘Frequency’ apresenta uma das melhores atuações de Dennis Quaid

Pode-se argumentar que Quaid tem sido escalado como o pai amoroso por muito tempo. De The Parent Trap a Switchback, o ator ganhou a vida interpretando o pai americano típico. O papel de Frank Sullivan não é diferente. O fã dos Mets e bombeiro do Queens ama seu trabalho, sua esposa e seu filho. O amigo de infância de John, Gordo, também o considera um pai. A atuação apaixonada e charmosa de Quaid é tão autêntica quanto sincera. Na realidade de Frank, os Mets de 1969 estão no meio da World Series, um evento histórico que desempenha um papel fundamental no filme, mas, mais importante, dá ao público um vislumbre do relacionamento pai-filho de Frank e John.
‘Frequency’ é diferente de muitos filmes de ficção científica de viagem no tempo
Os Anos 90 foram repletos de filmes centrados em ficção científica e viagem no tempo. Contact, de Jodie Foster, acompanha a tentativa de uma cientista de se comunicar com seres extraterrestres. The Fifth Element, lançado em 1997, é uma epopeia espacial ambientada no século 23. Event Horizon é um filme de terror psicológico que gira em torno de uma missão de resgate no espaço. Até mesmo Demolition Man, de 1993, é mais um thriller de ação que acontece em um futuro distópico.
Frequency difere drasticamente de seus predecessores dos anos 90, principalmente porque o filme é ambientado no dia a dia de cada personagem. Embora o pai e o filho estejam se comunicando em anos diferentes, ambos ainda estão muito presos à realidade. Sem mencionar que o filme inteiro se passa no planeta Terra. Não há alienígenas espaciais aqui — apenas um pai e um filho tentando se reconectar.
A primeira incursão de Gregory Hoblit na ficção científica muitas vezes passa despercebida. Frequency não foi apenas um produto de seu tempo, mas um marco para o quanto o gênero havia evoluído. Do elenco à direção, da escrita à cinematografia — sem esquecer o final surpreendente impecável do filme — esta aventura de ficção científica realmente tem de tudo (menos alienígenas).
Fonte: Collider