A produtora independente Fremantle apresentou Art Awakens, a primeira produção nativa de inteligência artificial (IA) do seu novo selo, Imaginae Studios. A série de formato curto e educativo utiliza IA generativa para transportar os espectadores para o universo de pinturas icônicas da história.

Ao longo de seis episódios, a série mergulha em obras-primas como “O Retrato dos Arnolfini” de Jan van Eyck, “A Mãe de Whistler” de James McNeill Whistler, “A Noite Estrelada” de Vincent van Gogh, “A Grande Onda” de Hokusai, “O Grito” de Edvard Munch e “Nighthawks” de Edward Hopper. Cada episódio usa tecnologia de IA para animar as obras originais, criando um mundo dentro da pintura para explorar a história emocional e narrativa por trás de cada obra.
A série foi criada em colaboração com o premiado cineasta espanhol de IA, Hilario Abad. Segundo James Duffen, CEO da Imaginae Studios, o projeto demonstra como a IA generativa pode ser aplicada com “apreço, habilidade e sensibilidade cultural” para contar histórias “anteriormente impossíveis”, mantendo a integridade artística e cultural.
Andrea Scrosati, COO e CEO Continental Europe da Fremantle, destacou que a série exemplifica o objetivo da Imaginae de oferecer a “novos talentos criativos o espaço para experimentar e a liberdade de realizar ideias ousadas usando ferramentas incríveis de IA”.
Art Awakens estreia hoje no YouTube, com a Fremantle prometendo mais detalhes sobre a distribuição nos próximos meses. O selo autônomo de IA, Imaginae Studios, foi lançado no ano passado com a promessa de produzir conteúdo inovador com ferramentas de IA, aderindo a rigorosos padrões de propriedade intelectual e conformidade.
Como produtora de formatos televisivos de sucesso mundial, a Fremantle enfatiza que vê a IA como um complemento à produção televisiva tradicional, e não como uma substituta. A empresa busca evitar reações negativas da indústria, como as vistas em outras iniciativas de IA na produção.
Fonte: THR