A franquia Predador oferece momentos de diversão, mas sua trajetória é marcada por altos e baixos. Desde o filme original, que definiu a carreira de Arnold Schwarzenegger e o cinema de ação dos anos 80, até as mais recentes produções, a série explora a caçada intergaláctica com resultados variados.






O primeiro Predador estabeleceu um padrão elevado, com uma aventura intensa na selva que poucos sequenciais conseguiram igualar. No entanto, a evolução da saga, especialmente sob a direção de Dan Trachtenberg, trouxe novas perspectivas, como em Prey e Predator: Killer of Killers, revitalizando o universo.
O primeiro filme definiu um alto padrão
O filme original de Predador é um marco no cinema de ação, uma aventura explosiva na selva com Arnold Schwarzenegger como protagonista. A história de um homem contra um caçador alienígena implacável estabeleceu um patamar que a franquia tem lutado para alcançar desde então.
Apesar de ainda ser considerado um dos melhores filmes de ação, a obra de 1987 deixou uma barra extremamente alta. A maioria das sequências falhou em replicar a sua grandeza, com exceções notáveis como Prey e Killer and Killers.
Predador 2 é um prazer culposo
Embora não atinja a qualidade do primeiro filme, Predador 2 possui uma qualidade “tão ruim que é boa”. A transição do cenário de selva militar para um procedural policial em Los Angeles, com Danny Glover no papel principal, confere um charme peculiar.
A novidade de ver o Predador em um ambiente urbano adiciona um elemento divertido, mesmo que o filme não funcione perfeitamente como obra cinematográfica.
Predators é subestimado, mas imperfeito
O terceiro filme, Predators, está longe de ser perfeito, com problemas de ritmo e subutilização de atores. Contudo, é um filme massivamente subestimado, com um elenco forte e uma premissa ideal para a franquia.
A ideia de levar os personagens para um planeta infestado de Predadores, onde precisam lutar pela sobrevivência, é um dos pontos altos da série.
The Predator é o ponto baixo da franquia
O filme de 2018, The Predator, é considerado o ponto mais baixo da saga. Apesar de contar com Shane Black, conhecido por diálogos afiados, o filme se perde em uma trama confusa e personagens unidimensionais.
A tentativa de associar o Predador ao autismo foi recebida com críticas, tornando este um dos filmes com menos qualidades redentoras.
É uma pena que Arnold Schwarzenegger nunca tenha retornado
A performance de Schwarzenegger no primeiro filme é marcante, e sua ausência nos filmes seguintes é sentida. A franquia explorou a possibilidade de seu retorno, mas o ator nunca reprisou seu papel icônico.
A falta de um novo filme com Schwarzenegger é notável, especialmente quando comparada a outros retornos de ícones do cinema.
Os Predadores não são tão poderosos quanto parecem
A premissa central da franquia é que os Predadores são máquinas de matar imparáveis. No entanto, ao assistir aos filmes em sequência, percebe-se que os humanos frequentemente conseguem derrotá-los.
Apenas no filme onde o Predador é o herói a criatura sai vitoriosa, questionando o quão poderosos eles realmente são.
Os filmes Alien vs. Predator desperdiçaram uma ótima premissa
A canonicidade dos filmes Alien vs. Predator é um ponto controverso. Independentemente disso, os filmes foram uma decepção, falhando em explorar a premissa simples de um crossover entre as duas espécies icônicas.
O primeiro filme é mediano, e o segundo é considerado verdadeiramente ruim.
Predadores ao longo da história é o caminho certo
Com Prey, Dan Trachtenberg encontrou a fórmula ideal para a longevidade da franquia: explorar Predadores em diferentes épocas históricas. O filme se passa em 1719 com uma guerreira Comanche, e Killer of Killers expandiu isso com antologias animadas.
Essa abordagem, mostrando como diferentes culturas lidam com a ameaça alienígena, revitalizou a série.
Predator: Badlands foi mais divertido no cinema
O filme mais recente, Predator: Badlands, teve uma experiência mais impactante nas telonas do que em streaming. Sua natureza de space opera pulp funcionou melhor como um espetáculo cinematográfico.
A performance em cinemas foi gloriosa, mas a experiência em casa foi menos envolvente, o que pode impactar futuras exibições em salas de cinema.
Predador demorou 35 anos para encontrar seu rumo
O maior problema da franquia Predador foi a falta de direção clara por 35 anos. O primeiro filme foi uma obra-prima isolada, mas a dificuldade em transformá-lo em uma franquia viável foi evidente.
Foi somente após a aquisição da Fox pela Disney que Predador se tornou uma franquia empolgante, com Prey e outros títulos mostrando o potencial.
Fonte: ScreenRant