Forbidden Fruits: Direção compara filme a ‘lâmina em bala de goma’

Diretora Meredith Alloway revela inspirações e desafios na criação de Forbidden Fruits, comparando o filme a uma ‘lâmina em bala de goma’.
FORBIDDEN FRUITS, from left: Lola Tung, Victoria Pedretti, Alexandra Shipp, Lili Reinhart, 2026. ph: Sabrina Lantos /© IFC Films /Courtesy Everett Collection

O filme de comédia sombria Forbidden Fruits, dirigido e coescrito por Meredith Alloway, já nos primeiros minutos deixa claro o tom ousado da produção. Na cena de abertura, a personagem Apple, interpretada por Lili Reinhart, joga seu café quente no colo de um pervertido em um estacionamento de shopping.

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A trama acompanha as mulheres da Free Eden, uma loja de roupas femininas que opera como um culto. Apple, a líder do grupo, conta com a companhia de Fig (Alexandra Shipp) e Cherry (Victoria Pedretti). Elas recebem Pumpkin (Lola Tung), uma nova funcionária vinda da praça de alimentação, para o grupo.

O culto secreto da Free Eden começa a desmoronar após a entrada de Pumpkin, em um estilo slasher. O filme é baseado em uma peça de Lily Houghton, que também coescreveu o roteiro com Alloway.

O que você precisa saber

  • Forbidden Fruitsé uma comédia sombria com elementos de terror.
  • O filme explora as complexidades das relações femininas e a violência.
  • A trama se passa em uma loja de roupas chamada Free Eden, que esconde um culto.

Inspiração em criminosas

Meredith Alloway revelou que a pesquisa sobre criminosas e serial killers femininas inspirou o roteiro. Ela destaca que as motivações das mulheres para cometer crimes são frequentemente diferentes das dos homens, e que há um interesse crescente em explorar essas narrativas.

Alloway e Houghton buscaram criar algo campy, inspiradas por filmes como Jennifer’s Body. A ideia era usar o gênero slasher como uma ferramenta para explorar a intensidade, a bagunça e a beleza das relações femininas.

Relações e vingança

O núcleo feminino de Forbidden Fruits é unido por laços de amizade, embora de maneiras cada vez mais perturbadoras. Pumpkin, no entanto, demonstra ceticismo em relação à irmandade. A reviravolta revela que Pumpkin e Apple são meio-irmãs, e Pumpkin busca vingança pela morte do pai.

A linguagem elevada da peça original foi mantida no roteiro, com a colaboração de Diablo Cody como produtora. Alloway explica que as mulheres criam códigos e linguagens secretas, especialmente na juventude, e o filme busca capturar essa essência.

Desafios de elenco e tom

O maior desafio foi encontrar um elenco capaz de entregar o diálogo intenso, levar o mundo a sério e compreender a comédia inerente ao tom satírico do filme. Reinhart, Tung, Shipp e Pedretti navegam essa linha tênue com maestria, mesmo em momentos mais sombrios.

A ex-amiga do grupo, Pickle (Emma Chamberlain), contribui para a escuridão, assim como as confissões vulneráveis das personagens no provador. Alloway descreveu o filme como uma “lâmina em uma bala de goma”, onde a doçura esconde algo perigoso.

A diretora incentivou as atrizes a criarem painéis no Pinterest e a trocarem mensagens diretas com ela sobre suas personagens, resultando em um processo criativo divertido e colaborativo.

Finais trágicos e decisões difíceis

As mulheres da Free Eden enfrentam finais trágicos à medida que um tornado se aproxima. Cherry morre em uma escada rolante e Fig é atingida pelo claraboia do shopping. A batalha final ocorre entre Pumpkin e Apple em uma fonte do shopping.

Alloway confessou ter hesitado em matar Pumpkin, considerando uma versão alternativa onde ela sobreviveria. No entanto, ela decidiu que a morte era essencial para a mensagem do filme sobre a imperfeição das relações femininas e os sistemas que impedem a sobrevivência de todas.

A diretora reflete sobre o futuro de Apple, que passou a vida protegendo as mulheres ao seu redor, incluindo sua mãe abandonadora. O abandono, segundo Alloway, pode gerar uma necessidade de sobrevivência e desconfiança, levando Apple a ver sua irmã como a causa do caos.

Meredith Alloway, diretora de Forbidden Fruits, em entrevista.
Meredith Alloway, diretora de Forbidden Fruits, em entrevista.

Fonte: THR