Forbidden Fruits: Terror com Lili Reinhart se torna clássico cult

Forbidden Fruits, terror com Lili Reinhart, se destaca pela originalidade e crítica social, tornando-se um clássico cult instantâneo com sua abordagem única.

Forbidden Fruits, o novo filme de terror e fantasia dirigido por Meredith Alloway, está rapidamente se consolidando como um clássico cult instantâneo. Com roteiro de Alloway e Lily Houghton, o longa se destaca por subverter as expectativas do gênero, explorando o horror psicológico e a falsa sensação de segurança em vez de sustos tradicionais.

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O que você precisa saber sobre Forbidden Fruits

  • O filme é uma adaptação da peça teatral de Lily Houghton, “Of the Woman Came the Beginning of Sin, and Through Her We All Die”.
  • Lili Reinhartestrela como Apple, uma das protagonistas que trabalham em uma loja durante o dia e realizam rituais à noite.
  • A diretora Meredith Alloway comparou o filme a “Mean Girls, mas um slasher”, com influências deAmerican Psychona perda de identidade em prol da comunidade.

Terror com toque de “Mean Girls”

A trama acompanha um grupo de mulheres que trabalham em uma loja durante o dia e, à noite, realizam feitiços e maldições no vestiário. Lili Reinhart, Lola Tung, Victoria Pedretti, Alexandra Shipp, Emma Chamberlain e Gabrielle Union compõem o elenco. Alloway descreveu o projeto como uma mistura de “Mean Girls com um slasher”, citando também American Psycho como inspiração pela temática da perda de identidade individual em favor da comunidade. O filme explora a dinâmica de “gaslight, gatekeep, girlboss” com personagens que acreditam genuinamente estar certas, mesmo que suas motivações sejam questionáveis.

Realismo Cômico e Crítica Social

Em um cenário de reboots e sequências, Forbidden Fruits se destaca pela originalidade. O filme oferece um terror de desenvolvimento lento, repleto de metáforas inteligentes e referências à cultura pop atual. Cada personagem representa um ícone estético feminino, com destaque para as quatro protagonistas nomeadas como as estações: Apple (Reinhart), Cherry (Pedretti), Fig (Shipp) e Pumpkin (Tung). Elas veneram Marilyn Monroe como um mártir feminino. O filme também aborda a toxicidade da cultura “girl’s girl” quando praticada de má fé, amplificando o absurdo para criticar a realidade.

Apesar de emprestar elementos de tropos de terror comuns, como tempestades, isolamento e falhas tecnológicas, Forbidden Fruits constrói sua narrativa de forma única. A violência e as consequências das ações das personagens se intensificam no segundo ato, mas o ritmo lento é o que torna o filme memorável. Temas como vingança, luto e trauma intergeracional são explorados, revelando uma camada quase mitológica sob a superfície de interesses superficiais como moda e relacionamentos.

Com sua linguagem peculiar, mudanças tonais e estética distinta, Forbidden Fruits se consolida como um clássico cult instantâneo, combinando relacionabilidade e longevidade. O filme transcende o superficial para entregar um terceiro ato violento e impactante, provando que é mais do que aparenta.

Fonte: Collider