O filme Flowers in the Attic, uma adaptação televisiva baseada no icônico romance de 1979 escrito por V.C. Andrews, alcançou recentemente o segundo lugar no ranking dos dez filmes mais assistidos da Netflix. Mesmo tendo estreado originalmente há mais de uma década no canal a cabo Lifetime, a produção de mistério e suspense encontrou um novo fôlego no catálogo da plataforma de streaming, consolidando-se como um dos títulos mais procurados pelo público atual.
A trama do longa-metragem transporta o espectador para o ano de 1957 e acompanha a família Dollanganger. Após a morte trágica do patriarca Christopher em um acidente de carro, a mãe, Corrine, interpretada por Heather Graham, vê-se em uma situação financeira desesperadora. Na tentativa de retomar o contato com seus pais ricos e abastados, ela retorna à mansão da família, mas acaba submetendo seus quatro filhos a um confinamento cruel no sótão da propriedade para atender às exigências de sua própria mãe, a rigorosa Olivia Foxworth, vivida por Ellen Burstyn.
Assim como ocorre com outros títulos que ganham nova vida no catálogo, a recepção de Flowers in the Attic na Netflix demonstra como o público valoriza produções de suspense psicológico. O fenômeno é comparável ao interesse despertado quando filmes de Percy Jackson ganham nova chance de sucesso na Netflix, provando que obras com apelo dramático e narrativas densas conseguem manter sua relevância mesmo anos após o lançamento original.
A versão da Lifetime, que também conta com Kiernan Shipka e Mason Dye no elenco, foi considerada pela crítica como uma evolução em relação à primeira adaptação cinematográfica, lançada em 1987. A performance de Ellen Burstyn foi particularmente destacada, rendendo à atriz uma indicação ao Primetime Emmy Award e ao Screen Actors Guild Award. A produção serviu como porta de entrada para a adaptação de outros livros da série Dollanganger, incluindo Petals on the Wind, If There Be Thorns e Seeds of Yesterday, além da minissérie prelúdio Flowers in the Attic: The Origin.
Apesar do sucesso atual na plataforma, os assinantes que se interessaram pela história não encontram, por enquanto, as sequências produzidas pela Lifetime disponíveis no catálogo da Netflix. O universo literário de V.C. Andrews, que se expandiu décadas após sua morte com a trilogia Christopher’s Diary, ainda possui diversas obras que aguardam uma adaptação para o formato audiovisual. Enquanto o público aguarda por novidades, o interesse por produções de catálogo segue em alta, reforçando a estratégia das plataformas de investir em licenciamentos de peso. O cenário atual de streaming, que já viu casos como o de Over Your Dead Body ganhar destaque no Prime Video após estreia, mostra que o público está sempre em busca de histórias envolventes, independentemente da data de produção.

Fonte: ScreenRant