Fireframe Studios anuncia slate de filmes com David Sandberg

O estúdio finlandês fundado por Mikko Kodisoja, da Supercell, aposta em produções imersivas com nomes de peso do cinema e do entretenimento digital.

A Fireframe Studios, um estúdio de produção virtual de vanguarda sediado na Finlândia, acaba de anunciar uma ambiciosa lista de produções cinematográficas focadas em experiências imersivas. Fundada em 2020 por Mikko Kodisoja, cofundador da gigante dos games Supercell, a empresa busca consolidar uma nova forma de contar histórias, unindo o artesanato cinematográfico tradicional com tecnologia de captura em tempo real. O objetivo é criar narrativas de alto impacto que transportem o público para dentro dos mundos criados, aproveitando a expertise de Kodisoja na gestão de franquias globais de sucesso, como Clash of Clans e Brawl Stars.

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O estúdio conta com a colaboração de cineastas renomados, incluindo David Sandberg, o visionário por trás do sucesso viral Kung Fury, e os Irmãos Higton, criadores da aclamada série de terror Dead of Night. Esta iniciativa marca também a estreia de Kodisoja na direção de longas-metragens, consolidando sua transição do desenvolvimento de jogos para a produção cinematográfica de alto nível.

O primeiro projeto: Puzzle Box

O primeiro título da nova fase da Fireframe Studios é o filme de terror Puzzle Box, que já se encontra em produção avançada nas instalações da empresa em Helsinque. O longa, escrito e dirigido por Kodisoja, é uma produção em língua inglesa que conta com os atores Henry Lloyd-Hughes e Charlie Murphy no elenco principal. A escolha de um elenco internacional reforça a ambição da Fireframe em alcançar mercados globais com suas produções.

A trama de Puzzle Box acompanha uma família em crise que decide se isolar em uma remota vila de inverno, na esperança de reconstruir seus laços afetivos. No entanto, a tentativa de reconexão toma um rumo sombrio quando as crianças descobrem uma misteriosa caixa de quebra-cabeça escondida nas ruínas de uma casa vizinha. Ao manipularem o objeto, elas libertam, sem saber, espíritos vingativos que buscam medo, possessão e morte. Segundo o diretor, o filme explora a desconexão familiar e o peso dos segredos não ditos, utilizando a caixa como um artefato psicológico central que se alimenta da lacuna entre a verdade e a versão que as pessoas escolhem viver.

Tecnologia e narrativa imersiva

A Fireframe Studios utiliza uma infraestrutura própria de produção virtual, equipada com telas de LED de última geração e fluxos de trabalho técnicos personalizados que permitem a integração de elementos digitais em tempo real. Essa abordagem permite que os filmes sejam capturados com dados nativos, garantindo uma qualidade visual superior tanto para o cinema tradicional quanto para formatos premium e experiências digitais interativas.

“Vindo dos jogos, meu instinto foi construir o mundo antes da história”, explica Kodisoja em entrevista. A estratégia da empresa é desenvolver propriedades intelectuais que funcionem como ecossistemas conectados, onde personagens e cenários evoluem naturalmente entre filmes, jogos e experiências imersivas. Para Kodisoja, a caixa de quebra-cabeça é um artefato complexo projetado para carregar múltiplas histórias, oferecendo um território dramático infinito que conduz a narrativa para um campo psicológico quase automático. O diretor destaca que, como finlandês, ele sabia exatamente onde situar essa atmosfera de isolamento e tensão.

Além de Puzzle Box, o estúdio prepara o lançamento de outros projetos que compõem seu slate de estreia. Entre eles, destaca-se Dragonlord, um novo projeto de ação e fantasia sob a direção de David Sandberg, que promete explorar as capacidades técnicas do estúdio para criar mundos fantásticos. A equipe da Fireframe, composta por cineastas, desenvolvedores de jogos e especialistas em produção virtual, afirma ter pioneirado uma marca de narrativa nativa imersiva que funde a arte cinematográfica com a tecnologia de tempo real para atrair o público para dentro de suas histórias. Com essa estrutura, a Fireframe Studios se posiciona como um player disruptivo na indústria do entretenimento, onde a fronteira entre o espectador e o conteúdo se torna cada vez mais tênue.

A empresa continua a expandir suas operações, mantendo o foco em produções que exigem alta complexidade visual e narrativa. A transição de Kodisoja da Supercell para a Fireframe reflete uma tendência crescente na indústria, onde a experiência em design de jogos e engajamento de usuários está sendo aplicada para reinventar a forma como filmes são concebidos e produzidos. O sucesso de suas franquias anteriores serve como base para a construção de mundos que não apenas entretêm, mas que convidam o espectador a uma imersão profunda e constante, garantindo que cada projeto da Fireframe seja mais do que apenas um filme, mas uma experiência completa e envolvente.

Fonte: Variety