Nos anos 2000, a indústria de jogos viveu uma tendência marcante de criar derivados com tons mais sombrios, onde protagonistas frequentemente embarcavam em sequências de ação intensa. Títulos como Shadow the Hedgehog e Jak 2 exemplificam esse período, e a franquia Final Fantasy 7 não ficou de fora. A Square Enix aproveitou o momento com o lançamento de Dirge of Cerberus, um título focado em Vincent Valentine que se passa três anos após os eventos do jogo original.
Embora o título não tenha alcançado uma recepção crítica unânime na época, ele carrega um charme nostálgico ao expandir a narrativa de um personagem icônico em uma jogabilidade de tiro em terceira pessoa. Diferente de Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion, que recebeu um tratamento de remasterização completo, a possibilidade de revisitar Dirge of Cerberus parecia distante. Contudo, novas declarações do diretor Naoki Hamaguchi em entrevista à publicação Famitsu trouxeram uma perspectiva diferente sobre o futuro da trilogia de remake.
Potencial de expansão via DLC em Revelation

Ao discutir o desenvolvimento da terceira parte da trilogia, intitulada Final Fantasy 7: Revelation, Hamaguchi abordou a viabilidade de incorporar elementos de spin-offs como conteúdo adicional. O diretor explicou que, durante a produção de Final Fantasy 7 Rebirth, a equipe recebeu inúmeros pedidos de fãs por DLCs. No entanto, a decisão estratégica foi concentrar todos os recursos de desenvolvimento exclusivamente no próximo título principal, visando reduzir o tempo de espera para os jogadores.
A postura da Square Enix agora parece mais flexível. Hamaguchi afirmou que, caso haja demanda suficiente por parte dos jogadores após o lançamento de Revelation, ele está disposto a considerar ativamente a exploração de partes da história que ainda não foram abordadas, incluindo os spin-offs da franquia. Essa abertura editorial sugere que o estúdio está atento ao feedback da comunidade para definir o suporte pós-lançamento.
O papel de Advent Children e o futuro da narrativa

Além de Dirge of Cerberus, o universo de Final Fantasy 7 conta com outras produções, como o filme em computação gráfica Advent Children. A obra, que se passa dois anos após o jogo original, mostra Cloud Strife e seus aliados enfrentando ameaças ligadas a Sephiroth. Assim como a jornada solo de Vincent Valentine, o filme teve uma recepção mista, mas poderia encontrar uma nova vida em um formato de expansão estilo epílogo que conecte os eventos da trilogia de remake.
Ainda não está claro se Revelation seguirá estritamente o roteiro original ou se apresentará um final inédito, o que pode influenciar a integração desses derivados. Como o diretor mencionou que a adaptação de spin-offs como DLC é uma possibilidade real, o interesse dos fãs será o fator determinante. A situação lembra como outros títulos lidam com expansões, similar ao que ocorre em Resident Evil Requiem, onde o planejamento de conteúdo adicional é ajustado conforme a recepção e o cronograma de desenvolvimento. A mensagem é clara: se os jogadores desejam ver essas histórias integradas, a manifestação desse interesse é fundamental para que a Square Enix priorize tais projetos, tal como ocorre em outros cenários da indústria, onde o engajamento molda o suporte, como visto em Destiny 2 após suas atualizações finais.
Fonte: Thegamer