A Square Enix está sob intenso escrutínio de parte da comunidade de Final Fantasy 14 devido à utilização de ilustrações que, segundo diversos usuários, teriam sido geradas por inteligência artificial. O material promocional, que inclui artes de personagens como Y’shtola, Estinien e Alisaie em trajes temáticos, foi divulgado nas redes sociais para marcar a presença da banda The Primals no Download Festival, no Reino Unido. A polêmica ganhou força à medida que fãs analisaram os detalhes das imagens, apontando inconsistências visuais características de ferramentas de geração automática.
Entre os pontos mais criticados está a ilustração de Y’shtola, que apresenta falhas anatômicas notáveis, como orelhas assimétricas, marcas estranhas no peito e a ausência de sua cauda característica. Outra imagem, que retrata um Moogle em um palco, também foi alvo de questionamentos, com muitos observadores notando que a multidão ao fundo exibe padrões típicos de arte gerada por computador. A situação é agravada pelo fato de que essas mesmas artes estão sendo comercializadas em camisetas oficiais durante o evento, o que gerou frustração entre os consumidores que se sentem enganados pela falta de transparência da empresa.
Embora não exista uma prova definitiva de que a tecnologia foi empregada, o histórico recente da Square Enix tem alimentado as suspeitas. A empresa não creditou artistas específicos pelas novas ilustrações e, anteriormente, enfrentou controvérsias similares, como o uso reportado de técnicas de upscaling via inteligência artificial na arte de capa de títulos da franquia Kingdom Hearts. Casos como este lembram debates recentes na indústria, como quando a Games Workshop nega uso de inteligência artificial em arte, buscando manter a confiança de seu público em relação à produção criativa humana.
A falta de um posicionamento oficial da desenvolvedora antes do início do festival deixou os fãs em uma posição desconfortável. Para muitos, a utilização de arte gerada por IA por grandes editoras é uma prática decepcionante, especialmente quando o produto final é vendido como mercadoria oficial sem aviso prévio. A recepção negativa reflete uma preocupação crescente no mercado de jogos sobre a desvalorização do trabalho artístico tradicional, um tema que também ressoa em outros setores, como quando vemos Tifa de Final Fantasy 7 entra em Street Fighter 6 após 3 anos, gerando discussões sobre a integridade visual e o respeito aos designs originais.
O Download Festival, um dos maiores eventos de rock do Reino Unido, esperava celebrar a primeira apresentação da banda The Primals no país em um bom tempo, mas o clima festivo foi ofuscado pela controvérsia. A recomendação de parte da comunidade para quem pretende visitar o estande de Final Fantasy 14 é de cautela, sugerindo que, diante das dúvidas sobre a procedência das estampas, os fãs optem por outros itens. A situação serve como um lembrete de que a transparência é fundamental para manter a lealdade dos jogadores, especialmente em uma franquia com uma base de fãs tão dedicada e atenta aos detalhes visuais de seus personagens favoritos.

Fonte: Thegamer