O Marvel Cinematic Universe revolucionou a indústria de blockbusters ao introduzir um modelo de narrativas interconectadas que mudou a forma como o público consome super-heróis. Desde 2008, a franquia construiu um legado vasto, mas nem todas as produções atingiram o patamar de excelência esperado pelos fãs. Embora existam filmes genuinamente ruins, a lista dos mais decepcionantes foca naqueles que, apesar do potencial, falharam em entregar uma experiência memorável ou coesa.
Enquanto o legado da Marvel na TV e no cinema é inegável, a fase pós-Saga do Infinito tem enfrentado desafios para manter o mesmo nível de qualidade. Filmes que pareciam apostas seguras ou grandes eventos acabaram se tornando pontos de frustração, seja por roteiros desequilibrados ou pela falta de ambição criativa.
Iron Man 2 e a transição para o futuro

Lançado em 2010, Iron Man 2 é frequentemente citado como um dos primeiros tropeços da franquia. Após o sucesso estrondoso do filme original, a sequência sofreu com um roteiro disperso, focado excessivamente em preparar o terreno para futuros projetos do estúdio. O vilão pouco inspirado e a falta de um arco central sólido tornaram a experiência morna, deixando o longa em uma zona cinzenta que, embora faça sentido dentro da cronologia de Tony Stark, carece da força narrativa vista em outras produções.
Doctor Strange in the Multiverse of Madness e o potencial desperdiçado

A expectativa em torno do retorno de Sam Raimi ao gênero de super-heróis era altíssima, mas Doctor Strange in the Multiverse of Madness acabou sendo uma das maiores decepções recentes. O filme sofre com problemas de ritmo e uma subutilização de seus conceitos multiversais. Apesar de tentar flertar com o terror, o longa falha em criar uma atmosfera genuinamente assustadora, resultando em uma obra que parece segura demais diante de uma premissa que exigia ousadia.
Thor: The Dark World e a falta de brilho

Considerado por muitos como um dos pontos baixos do MCU, Thor: The Dark World é um exemplo de filme que não consegue justificar sua existência. Com um vilão esquecível como Malekith e uma trama que tenta equilibrar tons conflitantes entre o drama melancólico e o humor, o longa acaba se tornando uma experiência tediosa. A química entre Thor e Loki é o único ponto de respiro em uma produção que, curiosamente, não altera significativamente a trajetória da franquia.
The Incredible Hulk e o desafio do personagem
O Incredible Hulk de 2008, estrelado por Edward Norton, é um caso curioso de um filme que nunca encontrou seu lugar. Tentando adaptar a essência do herói para o molde moderno do estúdio, o longa acaba sacrificando a profundidade emocional de Bruce Banner em favor de uma estrutura de combate repetitiva. A ausência de um filme solo subsequente para o personagem, somada a questões legais, deixou esta obra como um capítulo isolado e frequentemente ignorado na história da franquia.
Thor: Love and Thunder e a comédia forçada
Após o sucesso de Thor: Ragnarok, a expectativa para Thor: Love and Thunder era de uma continuação vibrante. No entanto, o filme de Taika Waititi acabou sendo criticado pelo uso excessivo de um humor que, por vezes, soa forçado e desconectado da gravidade da história de Gorr. O desperdício de um vilão com uma origem tão sombria em favor de piadas superficiais tornou a experiência frustrante para muitos espectadores.
Ant-Man and the Wasp: Quantumania e o beco sem saída
Encerrando a lista, Ant-Man and the Wasp: Quantumania é frequentemente definido como a decepção definitiva. O filme abandona o charme dos primeiros capítulos para mergulhar em um espetáculo visual genérico. A trama, que deveria elevar as apostas com a introdução de Kang, o Conquistador, acabou se tornando um beco sem saída narrativo, especialmente após os eventos reais envolvendo o ator Jonathan Majors. O resultado é um filme que parece desconectado do desenvolvimento anterior dos personagens, consolidando-se como um dos momentos mais difíceis de digerir na história recente do estúdio.
Fonte: ScreenRant