Emily Blunt: os 10 filmes de maior bilheteria da carreira

A trajetória de Emily Blunt no cinema é marcada por uma versatilidade impressionante, transitando com facilidade entre comédias, musicais, dramas.

A trajetória de Emily Blunt no cinema é marcada por uma versatilidade impressionante, transitando com facilidade entre comédias, musicais, dramas históricos e produções de ação de grande escala. Desde sua estreia em longas-metragens com My Summer of Love, em 2004, a atriz britânica consolidou seu nome em Hollywood, acumulando participações em projetos que, somados, ultrapassam a marca de US$ 6 bilhões em arrecadação global. Embora tenha iniciado sua carreira no teatro e na televisão, foi a transição para o cinema que permitiu à artista alcançar um público massivo e global.

Com uma filmografia que abrange gêneros distintos, Emily Blunt provou ser capaz de liderar produções de alto orçamento e sustentar o interesse do público em diferentes contextos. Enquanto novos projetos continuam a ser desenvolvidos, como a aguardada sequência de A Quiet Place, é possível analisar quais obras se destacaram financeiramente ao longo de duas décadas de trabalho constante. Abaixo, detalhamos os dez filmes de maior sucesso comercial da carreira da atriz, considerando dados de bilheteria e o impacto de cada lançamento.

Into the Woods e a adaptação musical da Disney

Cena do filme Caminhos da Floresta (2014)
Cena do filme Caminhos da Floresta (2014).

O décimo lugar na lista de maiores bilheterias de Emily Blunt é ocupado por Into the Woods. Lançado em 2014, o filme é uma adaptação da Disney para o musical de Stephen Sondheim. A produção encontrou um público fiel, acumulando US$ 212,9 milhões em bilheteria global. Estreando no mercado doméstico durante o período natalino, o longa arrecadou US$ 31 milhões em seu primeiro fim de semana, alcançando um total de US$ 128 milhões apenas nos Estados Unidos.

Na trama, a atriz interpreta a Esposa do Padeiro, um papel central que exigiu habilidades vocais e dramáticas. Embora o desempenho internacional tenha sido mais contido, com US$ 84,9 milhões, o filme foi considerado um sucesso financeiro para o estúdio, dado que seu orçamento de produção foi de apenas US$ 50 milhões. O longa consolidou a capacidade de Emily Blunt em integrar elencos de grandes musicais, mantendo-se como um dos 25 filmes de maior arrecadação em 2014 no mercado americano.

Jungle Cruise e o desafio do lançamento híbrido

Emily Blunt como Dra. Lily Houghton e Dwayne Johnson como Frank Wolff em Jungle Cruise
Emily Blunt como Dra. Lily Houghton e Dwayne Johnson como Frank Wolff em Jungle Cruise.

Na nona posição, Jungle Cruise reflete um período atípico para a indústria cinematográfica. Lançado em 2021, em meio às incertezas causadas pela pandemia de COVID-19, o filme da Disney foi disponibilizado simultaneamente nos cinemas e no serviço de streaming Disney+, através de um modelo de acesso premium. A produção arrecadou US$ 220,8 milhões mundialmente, sendo US$ 116,9 milhões provenientes do mercado doméstico e US$ 103,9 milhões do mercado internacional.

A parceria entre Emily Blunt e Dwayne Johnson foi o grande motor do filme, que terminou o ano como a 12ª maior bilheteria doméstica. Embora o custo de produção de US$ 200 milhões tenha dificultado a lucratividade apenas pelas salas de cinema, o modelo híbrido gerou receitas adicionais significativas. Estima-se que o estúdio tenha arrecadado cerca de US$ 66 milhões extras via streaming, o que, se contabilizado como receita de bilheteria, elevaria consideravelmente a posição do filme no ranking histórico da atriz.

Gulliver’s Travels e a escolha contratual

Jason Segel e Emily Blunt em As Viagens de Gulliver
Jason Segel e Emily Blunt em As Viagens de Gulliver.

O oitavo lugar é ocupado por Gulliver’s Travels, uma produção de 2010 que se tornou um marco na carreira de Emily Blunt por motivos contratuais. A atriz foi obrigada a participar do reboot da 20th Century Fox, o que a impediu de aceitar o papel de Black Widow no Universo Cinematográfico Marvel. Ao lado de Jack Black e Jason Segel, o filme arrecadou US$ 237,3 milhões globalmente.

Com um orçamento de US$ 112 milhões, o desempenho doméstico foi modesto, totalizando apenas US$ 42,7 milhões. No entanto, o interesse do público internacional foi determinante para o resultado final, garantindo que o filme figurasse entre as 30 maiores bilheterias de 2010. A experiência, embora tenha sido um desafio profissional, reforçou a presença da atriz em grandes produções de fantasia da época.

A Quiet Place Part II e o retorno ao terror

Três anos após o sucesso do primeiro filme, Emily Blunt retornou ao papel de Evelyn Abbott em A Quiet Place Part II. Lançado em maio de 2021, o longa foi um dos grandes sucessos do verão americano, arrecadando US$ 297,3 milhões mundialmente. O mercado doméstico foi o principal impulsionador, com US$ 160 milhões, colocando a obra entre os 10 filmes mais vistos nos Estados Unidos naquele ano.

A produção, dirigida por John Krasinski, manteve o orçamento modesto de US$ 61 milhões, o que garantiu uma margem de lucro expressiva. Mesmo com o cenário pandêmico, a franquia provou sua força, consolidando Emily Blunt como uma das principais estrelas do gênero de terror contemporâneo. O filme foi a 15ª maior bilheteria global de 2021, demonstrando a resiliência da marca mesmo em um contexto de retomada das salas de cinema.

The Devil Wears Prada e o papel de destaque

O sexto lugar é ocupado por The Devil Wears Prada, filme de 2006 que serviu como o grande divisor de águas na carreira de Emily Blunt. Interpretando a icônica Emily Charlton, a atriz contracenou com Meryl Streep e Anne Hathaway, tornando-se um dos destaques da comédia fashion. O filme arrecadou US$ 326,5 milhões globalmente, sendo um sucesso absoluto de crítica e público.

Com um orçamento de apenas US$ 35 milhões, o longa rendeu quase dez vezes o seu custo, tornando-se um dos projetos mais rentáveis da década. O desempenho internacional foi robusto, com US$ 201,8 milhões, enquanto o mercado doméstico contribuiu com US$ 124,7 milhões. Por oito anos, este foi o filme de maior bilheteria na carreira da atriz, estabelecendo sua reputação em Hollywood e abrindo portas para papéis de maior complexidade.

A Quiet Place e o fenômeno sci-fi

Em quinto lugar, A Quiet Place, lançado em 2018, surpreendeu o mercado ao se tornar um dos maiores sucessos de ficção científica e terror daquele ano. Com um orçamento de apenas US$ 17 milhões, o filme arrecadou US$ 340,9 milhões, um retorno de quase 20 vezes o valor investido. O público americano respondeu com entusiasmo, gerando US$ 188 milhões apenas no mercado doméstico.

A obra foi a 16ª maior bilheteria nos Estados Unidos em 2018 e a 32ª mundialmente. A recepção positiva da crítica e dos fãs transformou o filme em um marco cultural, provando que produções originais de gênero poderiam competir com grandes franquias estabelecidas. A atuação de Emily Blunt foi amplamente elogiada, consolidando sua parceria criativa com o diretor e co-estrela John Krasinski.

Mary Poppins Returns e o legado musical

O quarto lugar pertence a Mary Poppins Returns, lançado em 2018 pela Disney. Assumindo o papel principal, Emily Blunt trouxe uma nova interpretação à personagem clássica, resultando em uma bilheteria global de US$ 362,5 milhões. Embora o orçamento de US$ 130 milhões tenha tornado a margem de lucro mais estreita, o filme foi considerado um sucesso para a atriz como protagonista.

No mercado doméstico, o longa arrecadou US$ 171,9 milhões, sendo a 18ª maior bilheteria de 2018 nos Estados Unidos. Uma reexibição em 2024 adicionou US$ 12,9 milhões ao total, quase permitindo que o filme superasse a posição anterior no ranking. A produção reforçou a versatilidade da atriz, que demonstrou habilidade em conduzir um musical de grande escala com o peso de uma franquia histórica.

Edge of Tomorrow e a ação de alto nível

Na terceira posição, Edge of Tomorrow, de 2014, destaca a incursão de Emily Blunt no gênero de ação. Ao lado de Tom Cruise, a atriz interpretou uma guerreira em um cenário de ficção científica complexo. O filme arrecadou US$ 370,5 milhões mundialmente, com um total atualizado de US$ 381 milhões após reexibições em 2024. O mercado internacional foi o principal responsável pelo sucesso, com US$ 270,3 milhões.

Apesar de não ter alcançado o mesmo nível de popularidade nos Estados Unidos, onde arrecadou pouco mais de US$ 100 milhões, o filme se tornou um clássico cult. Com um orçamento de US$ 178 milhões, o desempenho financeiro foi desafiador, mas o longa detém o recorde de ter sido o filme de maior bilheteria da carreira de Emily Blunt por nove anos, sendo um dos projetos mais marcantes de sua trajetória no gênero de ação.

The Devil Wears Prada 2 e o sucesso da sequência

O segundo lugar é ocupado por The Devil Wears Prada 2, lançado em 2026. A sequência, produzida pela Disney, rapidamente se tornou um sucesso, acumulando US$ 664,4 milhões globalmente. Com um orçamento reportado de US$ 100 milhões, o filme superou em seis vezes o seu custo de produção, impulsionado por uma forte demanda internacional, que contribuiu com US$ 448,6 milhões.

O desempenho doméstico de US$ 215,8 milhões colocou o longa entre as quatro maiores bilheterias de 2026. A expectativa em torno do retorno de Emily Charlton provou ser um acerto comercial, consolidando a sequência como um dos maiores sucessos financeiros da carreira recente da atriz. O filme demonstra a longevidade de personagens icônicos e a capacidade de Emily Blunt em atrair audiências globais décadas após o lançamento original.

Oppenheimer e o topo da carreira

O primeiro lugar, com uma margem expressiva, é ocupado por Oppenheimer. O épico biográfico dirigido por Christopher Nolan arrecadou US$ 957,8 milhões mundialmente, superando em mais de US$ 300 milhões a segunda maior bilheteria da atriz. Interpretando Kitty Oppenheimer, Emily Blunt recebeu uma indicação ao Oscar, consolidando o prestígio da obra.

Como parte do fenômeno cultural conhecido como Barbenheimer, o filme teve um desempenho excepcional, com US$ 330 milhões arrecadados no mercado doméstico. Foi a quinta maior bilheteria de 2023 nos Estados Unidos e a terceira maior no mundo. O sucesso de Oppenheimer coloca a produção entre os 70 filmes de maior bilheteria de todos os tempos, um feito que coroa a carreira de Emily Blunt e estabelece um patamar financeiro difícil de ser superado nos próximos anos.

Para os fãs de cinema que buscam entender o impacto de grandes produções, vale notar como o mercado de streaming e as bilheterias tradicionais se cruzam, algo que também pode ser observado em análises sobre como War Machine alcança top 10 histórico de audiência na Netflix. A trajetória de Emily Blunt reflete essa mudança, equilibrando grandes blockbusters com projetos de prestígio que definem a história do cinema contemporâneo.

Além disso, a atriz continua a ser uma figura central em festivais e premiações, como visto quando Emily Watson preside júri do 32º Sarajevo Film Festival, reforçando a conexão da indústria com talentos britânicos de alto calibre. A carreira de Emily Blunt, portanto, não é apenas uma lista de números, mas uma demonstração de consistência, escolha estratégica e talento inegável que a mantém no topo de Hollywood.

Fonte: ScreenRant

Este conteúdo foi produzido pela Redação Máquina Nerd com apoio de inteligência artificial e passa por curadoria editorial.