Em 2026, verdadeiros clássicos do cinema americano celebram seu 50º aniversário. O ano de 1976 foi particularmente rico para a sétima arte, presenteando o público com obras que se tornaram marcos. Títulos como o último western de John Wayne, uma comédia silenciosa de Mel Brooks e uma sátira atemporal da mídia dirigida por Sidney Lumet completam meio século de existência.
O Atirador (The Shootist)

John Wayne realizou sua última aparição cinematográfica em 1976, estrelando O Atirador (The Shootist). O filme se tornou um desfecho poético para a lendária carreira de Wayne no gênero western, com a história de um pistoleiro moribundo confrontando sua mortalidade.
Mel Brooks em “O Sétimo Símbolo” (Silent Movie)

Embora talvez não tão aclamado quanto outros sucessos de Mel Brooks, como Banzé no Oeste ou O Jovem Frankenstein, O Sétimo Símbolo (Silent Movie) é igualmente hilário. A obra é uma paródia afiada das convenções das comédias mudas e uma sátira mordaz da indústria cinematográfica, narrando a jornada de um produtor tentando financiar um filme mudo em Hollywood.
Harry, o Protetor (The Enforcer)

A terceira parte da franquia Dirty Harry, estrelada por Clint Eastwood, Harry, o Protetor (The Enforcer) é considerada por muitos a melhor sequência e uma das mais influentes. A trama, que mostra Harry Callahan assumindo uma novata sob sua tutela, inspirou posteriormente Dredd, um dos grandes filmes baseados em quadrinhos.
O filme equilibra ação e humor de forma notável, e a dinâmica entre Eastwood e Tyne Daly é cativante, com ela servindo como um contraponto perfeito para o personagem de Harry.
Mikey e Nicky (Mikey And Nicky)

Após dirigir duas aclamadas comédias românticas, Elaine May explorou um território diferente com Mikey e Nicky, um drama criminal direto. O filme é centrado nos personagens de John Cassavetes como Nicky, um pequeno criminoso com um preço pela cabeça, e Peter Falk como Mikey, o amigo de infância que ele procura para obter ajuda.
A narrativa acompanha os protagonistas durante uma noite tensa, onde relembram memórias de infância. Longe de ser um filme de gângster tradicional, é um drama relacional sobre a amizade masculina, comparável a Diner ou Superbad.
Todos os Homens do Presidente (All The President’s Men)

Em meados da década de 1970, em meio ao escândalo de Watergate, Hollywood produziu thrillers políticos sobre conspirações governamentais. O filme definitivo dessa era é Todos os Homens do Presidente, que narra a investigação de Bob Woodward e Carl Bernstein, repórteres do Washington Post, que expuseram o escândalo e levaram à renúncia de Nixon.
O filme é uma ode ao poder do jornalismo e à importância de expor a verdade, temas ainda muito relevantes.
O Campeão do Boxe (The Bad News Bears)

O O Campeão do Boxe (The Bad News Bears) original pode não ser o melhor filme esportivo já feito, mas é certamente um dos mais engraçados. Walter Matthau interpreta Morris Buttermaker, um ex-arremessador alcoólatra que relutantemente assume o comando de um time de beisebol juvenil.
O filme se destacou pelo diálogo realista e irreverente das crianças, refletindo a forma como elas realmente falavam. O Campeão do Boxe continua cativante pela sua história de superação e pela torcida pelo azarão.
Rede de Intrigas (Network)

Cinquenta anos depois, o drama satírico Rede de Intrigas (Network), de Sidney Lumet e Paddy Chayefsky, soa assustadoramente profético. A trama sobre uma emissora de TV explorando a instabilidade mental de um âncora para aumentar a audiência é uma representação perfeita da corrupção na mídia, com uma mensagem tão relevante hoje quanto na década de 1970.
O roteiro de Chayefsky e a direção de Lumet criam um equilíbrio magistral de tons. O elenco estelar, com Peter Finch como o âncora perturbado, Faye Dunaway como a chefe de programação ambiciosa e William Holden como o romântico desiludido, dá vida a personagens complexos e tridimensionais.
Carrie, a Estranha (Carrie)

Carrie, a Estranha (Carrie), de Brian De Palma, é a adaptação original de Stephen King. O legado de 50 anos das adaptações de King, desde O Iluminado até A Longa Caminhada, remonta a este filme de 1976, baseado no romance de estreia do autor.
Apesar das reinterpretações posteriores, a versão de De Palma permanece a representação definitiva na tela. Sissy Spacek e Piper Laurie entregam atuações dignas de Oscar, e De Palma cria uma atmosfera arrepiante em sequências memoráveis como a cena do chuveiro e o baile de formatura. É um filme quase perfeito.
Rocky, o Lutador (Rocky)

Como um ator jovem e lutando por oportunidades, Sylvester Stallone escreveu Rocky, o Lutador (Rocky) como um veículo para si mesmo, transformando-o em um dos filmes mais icônicos da história. O longa catapultou Stallone ao estrelato e o tornou o terceiro ator-roteirista a ser indicado ao Oscar de Melhor Ator e Melhor Roteiro Original.
Rocky não é apenas sobre boxe; é uma história de amor. Rocky não vence a luta principal, mas o resultado é secundário diante de seu amor por Adrian. O filme estabeleceu a fórmula do herói improvável no cinema esportivo, permanecendo um exemplo brilhante de sua eficácia.
Taxi Driver

O maior filme a celebrar seu 50º aniversário em 2026 é Taxi Driver, de Martin Scorsese. Em uma época em que filmes como Coffy e Death Wish glorificavam vigilantes, Taxi Driver retratou a dura realidade da justiça pelas próprias mãos através da psicose de um veterano da Guerra do Vietnã e da decadência urbana de Nova York nos anos 70.
Taxi Driver compete em profundidade e sutileza com clássicos do cinema mundial como 8½ e Tokyo Story. Robert De Niro criou um anti-herói inesquecível com sua interpretação de Travis Bickle, um personagem cujas boas intenções levam a ações repreensíveis devido à sua visão distorcida do mundo.
Fonte: ScreenRant