O ano de 2016 nos presenteou com filmes memoráveis, mas entre os grandes lançamentos, algumas joias escondidas passaram despercebidas. Agora, uma década depois, é o momento ideal para revisitar essas produções que se destacaram pela originalidade e qualidade, mesmo que não tenham alcançado o estrelato mainstream.
Free Fire: Ação e Comédia em um Conflito Armado

Free Fire é um exemplo de como misturar gêneros pode render resultados surpreendentes. O filme, que se passa majoritariamente em um único local, aposta em atuações sólidas e um roteiro afiado. Com diálogos inteligentes e um elenco que inclui Brie Larson, Cillian Murphy e Sharlto Copley, a trama acompanha um tiroteio em um armazém em 1978, transformando-se em um jogo de sobrevivência onde a confiança é um luxo.
The Monster: Terror Psicológico com Orçamento Limitado

Originalmente intitulado There Are Monsters, The Monster constrói uma narrativa envolvente a partir de uma premissa simples. A história segue Kathy, uma mãe com problemas, e sua filha Lizzy, que se veem presas em uma estrada deserta após atropelar um lobo. Logo, elas percebem que estão sendo caçadas por uma criatura desconhecida. Apesar de um orçamento modesto de US$ 3 milhões, o filme impressiona pelos efeitos visuais e pela atuação de Zoe Kazan.
Swiss Army Man: Uma Jornada Inusitada de Sobrevivência

Antes de conquistarem o Oscar com Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, os diretores Daniel Kwan e Daniel Scheinert apresentaram ao mundo Swiss Army Man. O filme narra a história de Hank, um homem isolado em uma ilha deserta que encontra esperança em um corpo que chega à praia. Paul Dano brilha como Hank, enquanto Daniel Radcliffe entrega uma performance memorável como o cadáver Manny.
The Love Witch: Um Olhar Sombrio sobre o Amor e a Magia

The Love Witch é um dos filmes mais subestimados da década de 2010. A trama acompanha uma bruxa moderna que utiliza feitiços para conquistar homens, com consequências muitas vezes desastrosas. Filmado em 35 mm, o longa se destaca pela estética visual e pela atuação de Samantha Robinson. Com 95% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme foi elogiado por sua atuação, estilo visual e a reflexão sobre as relações entre gêneros.
Sing Street: Música e Nostalgia na Irlanda dos Anos 80

Sing Street se insere no subgênero de filmes coming-of-age com uma abordagem única. A história foca em um grupo de adolescentes que forma uma banda para impressionar uma garota, ambientado na Dublin de 1985. O filme se destaca pelas músicas e pela recriação da moda e cultura da época. Apesar de não ser amplamente conhecido, foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme – Musical ou Comédia.
Hunt for the Wilderpeople: Aventura e Humor com Taika Waititi

Taika Waititi, conhecido por seus trabalhos na marvel e por Jojo Rabbit, demonstra seu talento em Hunt for the Wilderpeople. O filme narra a jornada de um garoto adotivo e seu pai adotivo que fogem enquanto são caçados. A obra é marcada pelo humor característico de Waititi e por uma forte carga emocional, contando com um elenco talentoso que inclui Julian Dennison e Sam Neill.
Hush: Suspense Intenso em um Lar Invadido

Antes de seus sucessos na Netflix, Mike Flanagan dirigiu Hush, um suspense original e aterrorizante. O filme acompanha uma mulher surda e muda que precisa lutar pela sobrevivência quando sua casa é invadida por um assassino. A ausência de diálogos intensifica a tensão, permitindo que o espectador se conecte com a protagonista, interpretada por Kate Siegel.
20th Century Women: Um Retrato Familiar e Geracional
20th Century Women se destaca pelo seu elenco estelar, com Annette Bening, Greta Gerwig e Elle Fanning. Ambientado na Califórnia do Sul em 1979, o filme explora as relações entre três gerações de mulheres enquanto uma mãe solteira busca ajuda para criar seu filho adolescente. A obra foi aclamada pela crítica, recebendo indicações ao Globo de Ouro e ao Oscar.
Colossal: Uma Premissa Única com Toques de Fantasia

Colossal apresenta uma das premissas mais originais do cinema recente. A história acompanha uma escritora desempregada que descobre uma conexão bizarra entre seus atos e um monstro gigante que destrói Seul. Anne Hathaway lidera o elenco, que também conta com Jason Sudeikis e Dan Stevens. O filme mantém uma avaliação positiva no Rotten Tomatoes, sendo considerado um dos papéis mais marcantes de Hathaway.
Raw: O Horror Corporal em sua Forma Mais Crua

Julia Ducournau, diretora de Titane, entrega em Raw uma obra-prima do horror corporal. O filme segue Justine, uma vegetariana que, após um incidente de trote na faculdade de veterinária, desenvolve um desejo incontrolável por carne crua. Essa descoberta a leva por um caminho sombrio de canibalismo, tornando o filme perturbador e inesquecível. É um dos melhores filmes de terror da década de 2010.
Fonte: ScreenRant