Netflix assume direitos do filme de Sesame Street após 14 anos

Após mais de uma década de impasses e mudanças de estúdio, a Netflix garante os direitos para produzir o novo longa-metragem da icônica franquia infantil.

A longa espera por uma adaptação cinematográfica de Sesame Street finalmente chega a um ponto de virada decisivo. Após mais de uma década de incertezas, mudanças de estúdio e interrupções causadas por crises globais, o projeto encontrou um novo lar na Netflix. A aquisição dos direitos de produção marca o fim de uma disputa acirrada entre grandes estúdios e promete tirar do papel uma das propriedades intelectuais mais valiosas da história da televisão infantil.

O anúncio da produção do filme de Sesame Street pela Netflix encerra um ciclo iniciado ainda em 2012. Naquela época, o projeto foi anunciado pela 20th Century Fox, com o roteirista Joey Mazzarino e o produtor Shawn Levy à frente da iniciativa. A trajetória da obra foi marcada por instabilidades, incluindo uma transferência para a Warner Bros. em 2015, quando nomes como Anne Hathaway foram associados ao elenco principal e Bo Burnham chegou a ser contratado para compor canções originais. O filme chegou a ter uma data de estreia prevista para 2021, mas a pandemia de Covid-19 paralisou os planos, deixando o futuro da produção em um limbo prolongado.

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Mudança de estratégia e renovação criativa

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Segundo informações divulgadas, a Netflix optou por uma abordagem de renovação completa. A plataforma pretende limpar o histórico de desenvolvimento anterior, o que implica que talentos e roteiros vinculados às fases passadas, incluindo o envolvimento de Hathaway e Burnham, não devem ser aproveitados nesta nova etapa. A decisão reflete a estratégia da gigante do streaming em imprimir sua própria marca na franquia, especialmente após ter adquirido os direitos de exibição da série televisiva em maio de 2025.

A disputa pelos direitos cinematográficos foi intensa e durou cerca de um ano. A Sesame Workshop, organização responsável pela série, buscou parceiros que pudessem elevar o potencial da marca. Além da Netflix, a Universal e a Warner Bros. participaram das negociações. A Universal chegou a apresentar uma proposta competitiva, contando com o apoio da produtora Rideback, de Jonathan Eirich e Michael Lofaso, e com o interesse da dupla de diretores Daniel Kwan e Daniel Scheinert, conhecidos pelo sucesso de Everything Everywhere All at Once. Embora a dupla tenha sido associada ao projeto em um estágio anterior, fontes indicam que eles não estão vinculados à versão que será desenvolvida agora.

O peso da marca Sesame Street no mercado

Netflix

A confirmação do filme de Sesame Street na Netflix é vista como um movimento estratégico para consolidar o catálogo infantil da plataforma. A franquia, que introduziu gerações a personagens como Big Bird, Bert, Ernie, Grover, Oscar the Grouch, Cookie Monster e Elmo, possui um apelo nostálgico inegável e uma base de fãs ativa. Historicamente, a marca já rendeu dois longas-metragens para o cinema: Follow That Bird, de 1985, e The Adventures of Elmo in Grouchland, de 1999.

A produção será liderada pela Rideback, que possui experiência em sucessos de bilheteria como as adaptações live-action de Lilo & Stitch e Aladdin. A Sesame Workshop também atuará na produção, garantindo que a essência educativa e o tom da obra sejam preservados. Embora ainda não haja um cineasta anexado ao projeto, a expectativa é que o filme siga um caminho musical, buscando atrair tanto o público infantil quanto os adultos que cresceram acompanhando as lições da rua mais famosa da televisão.

A transição para o streaming ocorre em um momento em que a Netflix busca fortalecer seu conteúdo original de família. Com a série televisiva já disponível na plataforma, a chegada de um filme original completa a estratégia de centralização da marca. O sucesso de produções como The Muppets Movie serve como referência para o tipo de abordagem que o estúdio pode adotar, equilibrando o legado dos bonecos com uma narrativa moderna e envolvente.

Fontes: ComicBook THR

Este conteúdo foi produzido pela Redação Máquina Nerd com apoio de inteligência artificial e passa por curadoria editorial.